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Editorial

Vacinação é ato de cidadania

16/09/2017 às 22:48
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A campanha nacional de multivacinação prossegue até o dia 22 deste mês. Crianças e adolescentes (com idade até 15 anos) poderão ser vacinados e ter as carteiras de vacinação atualizadas o que significa reforçar o controle de doenças, ampliar a proteção e a prevenção dessa população a uma série de males.

É importante que pais e responsáveis por crianças e adolescentes assegurem a vacinação desse grupo de pessoas e incentivem vizinhos, colegas e familiares a participarem da campanha. A cobertura vacinal no País sofre atropelos provocados pela desestruturação de programas que representavam para milhares de brasileiros a única possibilidade de acesso a procedimentos de atenção à saúde. Esta porta aberta por direito fundamental, como assegura a Carta do SUS, e fruto do resultado de muitas lutas dos profissionais da saúde, dos coletivos de trabalhadores e de brasileiros, fica a cada dia mais estreita dificuldade e negando o atendimento integral à saúde que passa, necessariamente, pela prevenção.

São os brasileiros mais pobres e que vivem mais distantes dos grandes centros urbanos que estão sendo remetidos ao pacote dos segmentos sociais esquecidos. A realidade é: antes estava difícil; hoje estão impedidos porque as portas fazem filtros perversos e gradativamente vem sendo fechadas em nome de uma lógica econômica que estrangula os mais pobres e mantém a intocabilidade dos mais abastados.

Na área da prevenção, os resultados do desmonte serão caros ao País. O nível de adoecimento tende a crescer e problemas que estavam sob controle se somarão, pelo descontrole na condução da política nacional de saúde, a outros. O que se desenha é um quadro crítico que exigirá volume maior de investimento para tratar doentes, ou ignorar os doentes deixando-os a própria sorte embora a justificativa do uso de recursos públicos da saúde continue sendo feita sem que efetivamente represente investimento no setor tendo a prevenção como principal motivação.

Daí a importância de os amazonenses utilizarem o espaço da campanha de multivacinação como atitude cidadã no trato de criança e adolescente e no esforço para reforçar a rede de proteção a essas pessoas. É preciso igualmente informar possíveis problemas que possam ocorrer ao procurar uma das unidades de saúde para vacinar, como falta da vacina ou de profissionais. Este é ato de cidadania.