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Sim & Não

Vem mais 'flechada' do MP contra a corrupção no AM

12/08/2017 às 19:37 - Atualizado em 12/08/2017 às 19:42
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O Ministério Público do Estado (MPE/AM) já tem “bambu” suficiente para, como diria o procurador-geral da República Rodrigo Janot, disparar “flechadas” contra corruptos que desviaram recursos públicos no Amazonas.  A Operação Déjà-vu, no meio da semana, foi só um exemplo sobre até onde o MP poderá chegar com o auxílio do laboratório de tecnologia - semelhante ao usado pela Lava Jato - que foi adquirido pelo órgão em maio de 2016 para ajudar a combater a lavagem de dinheiro.

Certeiro   Sofisticados, os softwares adquiridos pelo MP por meio de termo de cooperação técnica com o Ministério da Justiça, foram essenciais para  rastrear o caminho do dinheiro oriundo de verbas parlamentares e que  irrigaram os cofres  de firmas ligadas ao ex-deputado Wilson Lisboa. 

Alcance   “O laboratório (que atua contra a lavagem de dinheiro) é uma ferramenta não só do Gaeco, mas de todo o Ministério Público do Amazonas. Ele vai atender tanto ao interior quanto a capital nesse tipo de investigação”, afirma a  promotora Cristiane Corrêa

Influência   Apoiado agora por um grupo de parlamentares que, até pouco tempo, torcia e atuava por eleição indireta, feita pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE/AM), o senador Eduardo Braga (PMDB), candidato ao governo, é estimulado a olhar o assunto com outros olhos. 

Ação     Foi o próprio Braga quem lutou por eleições diretas no Amazonas e conseguiu, com a decisão do TSE, desalojar José Melo do cargo. Apoiadores recém-chegados à campanha do peemedebista defendem a tese de que, na atual circunstância, uma eleição indireta atenderia aos interesses do novo grupo. 

Frustração  A expectativa gerada por fábricas do Distrito Industrial de aumentar o volume de produção de televisores, no segundo semestre deste ano, já pensando na Copa de 2018, caiu por terra  com medida do governo Temer que retira a exclusividade do Amazonas em  conceder benefícios fiscais sem consulta aos demais Estados. 

Estrago  Por conta da decisão que fragiliza a ZFM, empresas como Samsung e LG, que planejavam reabrir produções nos segundo e terceiro turnos, deram marcha à ré na ideia. Com isso, a indústria vai demorar a perceber o “efeito Copa”. “Essa medida (de Temer) vai atingir a todos os segmentos”, avisa Waldemir Santana, da CUT e do Sindicato dos Metalúrgicos.  

Sistema 1  “Olha o Amazonas. Tem um candidato novo? Os caras (meio político) tão contando que esse governo do Amazonas vai ser o modelo que vai ter em 2018. Ou seja: vocês (eleitores) não gostam da gente, mas vocês vão ter que escolher entre o que tem aqui. Porque a gente vai barrar o novo”. Do  professor de filosofia da Unicamp e cientista político, Marcos Nobre, em entrevista ao Estadão.

Sistema 2  De acordo com Marcos Nobre, o “acordo geral” de autodefesa” do sistema político contra o Judiciário também estabelece posição contra gente nova na política.  “O sistema está se organizando para impedir que algo novo surja. Que é o que todo mundo na sociedade tá esperando, mas estão fechando todos os campos para impedir que o novo apareça”, afirmou o especialista.