Segunda-feira, 01 de Março de 2021
Editorial

Vitória cada dia mais próxima


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15/02/2021 às 01:28

Os dados a respeito da segunda onda da pandemia do novo coronavírus no Amazonas são animadores. Apesar de ainda ser um cenário trágico, o número decrescente de sepultamentos em Manaus mostra que as coisas estão melhorando. E não só isso, o número de novos casos e a fila por leitos de UTI também vêm caindo de forma significativa. Esses dados revelam que as medidas de distanciamento social e restrições à circulação de pessoas tomadas pelo governo do Estado estão dando resultado. São índices que, apesar de ainda revelarem um cenário de catástrofe, não deixam de causar certo alívio e esperança de que os piores dias já passaram e que já podemos estar “descendo a ladeira”, rumo a alguma normalidade. Foram esses dados que levaram o governo do Estado a editar um novo decreto, vigente a partir de hoje, flexibilizando um pouco as restrições.

É perfeitamente compreensível a pressão das lideranças empresariais ligadas aos setores de serviços e do comércio pela reabertura gradual das atividades. Certamente, isso pode ser feito. Comércio e serviços podem e devem apresentar suas sugestões para viabilizar minimamente suas atividades sem colocar em risco a segurança sanitária de funcionários e clientes. As lideranças desses setores ainda devem ter muito fresco em suas memórias que a reação promovida em dezembro passado contra as medidas propostas pelo governo foram, agora sabidamente, equivocadas. É consenso que, se a circulação de pessoas fosse severamente restringida antes das festas de final de ano, poderíamos ter um cenário bem menos tenebroso. Com isso em mente, a classe empresarial prepara propostas que certamente serão analisadas com bastante critério.

Não podemos cometer os mesmos erros de antes. Ninguém quer uma terceira onda, mas os mesmos especialistas que lançaram alertas sobre a segunda onda apontam hoje para a possibilidade de uma terceira se os cuidados adequados não forem tomados. Entre tais providências está a manutenção de medidas simples como o uso de máscaras, o distanciamento social sempre que possível e a higienização correta das mãos.  A redução nos números de casos e de óbitos não deve ser motivo para afrouxamento. Pelo contrário, estamos perto da vitória. Ela só depende de nós mesmos e da responsabilidade de cada um.
 

Foto: Arquivo/AC


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