Publicidade
Editorial

Vossa excelência, o eleitor!

02/10/2016 às 14:31
Show capturar

E finalmente o dia de decidirmos o futuro de Manaus chegou. São nove candidatos disputando a honraria de ser o prefeito da capital amazonense a partir do próximo dia 1º de janeiro, uma tarefa árdua, complexa, que exigirá não só talento administrativo, mas criatividade para resolver problemas graves sem um fundo de caixa abarrotado de dinheiro fácil.

Administrar Manaus é tarefa para gente grande, que pensa estrategicamente, mas que precisa ter um olhar no varejo do cotidiano de problemas, que vão da falta de calçadas aos buracos nas ruas.

Administrar Manaus, como certa feita disse um ex-prefeito, é ter um estrabismo institucional, posto que um olho deve estar vigiando os problemas do presente e o outro vislumbrando o que o futurno nos trará.

Administrar Manaus é gerir conflitos de uma máquina pública cara, muitas vezes ineficiente, mas que ao mesmo tempo é ainda insuficiente para garantir todos os direitos que os cidadãos desta urbe têm garantidos nas letras frias das leis.

Administrar Manaus também é olhar nosso passado, conhecer nossos erros e saber como não repetí-los.

Mas fundamentalmente administrar Manaus é  obra de conjunto, não pode ser construção  de uma só pessoa, daí a necessidade de não só refletirmos sobre qual dos nove candidatos é o melhor para nossa cidade, mas também avaliarmos cuidadosamente os mais de 1,3 mil nomes de candidatos a vereador a Câmara Municipal.

A Câmara Municipal é a casa do povo, local em que os problemas são debatidos e soluções são apresentadas. Ao vereador cabe propor projetos e iniciativas sistêmicas que possam ajudar a melhorar a qualidade de vida na cidade. Ele não cria programas, ele não constroi nada, não manda fazer praça, não pode abrir ruas, fazer pontes e viadutos. O vereador faz, essencialmente, leis de ordenamento.

A segunda função do vereador é fiscalizar a gestão do prefeito, observando o bom uso dos recursos públicos, a aplicação correta do dinheiro de contratos e convênios, zelar para que o erário não seja assaltado por grupos que fazem da corrupção moeda de troca.

Enfim, se levarmos em consideração que tanto o prefeito quanto os vereadores são eleitos por nós todos, os eleitores, saberemos então da nossa responsabilidade sobre o que ocorrer nos próximos quatro anos.

Foto: Euzivaldo Queiroz