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Editorial

ZFM: Modelo de sucesso

13/06/2017 às 22:44 - Atualizado em 13/06/2017 às 22:46
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O modelo Zona Franca de Manaus já mostrou-se suficientemente eficiente para gerar desenvolvimento numa região que não pode explorar recursos não renováveis. É um modelo ecologicamente limpo, embora os efeitos colaterais sejam sociais, que, por tais, podem ser mitigados.

O modelo também já mostrou que não precisa de muitas peripécias econômicas para ativar os setores produtivos, reduzindo as desigualdades regionais e, melhor de tudo, as desigualdades sociais, incluindo excluídos e garantindo ascensão social com qualidade a seus trabalhadores.

O modelo Zona Franca igualmente mostrou que a chamada renúncia fiscal feita pelo governo federal é hoje, quase duas vezes, menor que o total de impostos federais recolhidos aqui em nosso Estado, o maior contribuinte da região para o desenvolvimento do erário federal.

 O modelo, da mesma forma, mostrou que basta ter um pouco de previsibilidade para que  o setor produtivo local perca o medo e tire o dinheiro do bolso para financiar o nosso desenvolvimento. Foi assim em 2003 e 2011 quando foram aprovadas as devidas renovações dos prazos de vigência dos incentivos que animam o modelo.

 Portanto, a Zona Franca de Manaus não precisa provar mais nada aos que só vêm o desenvolvimento a partir das regiões já bem aquinhoadas com recursos federais, notadamente o Sul e Sudeste do País.

Neste sentido, o trabalho do novo superintendente da Suframa, Appio da Silva Tolentino, empossado, ontem, em Brasília, pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, será o de fazer uma gestão técnica que apresente os números sempre favoráveis que este modelo ofereceu e produziu para o País. E, pelo discurso, será exatamente este o perfil dele no cargo.

Appio Tolentino assumiu no lugar da ex-deputada federal Rebecca Garcia, que deixou o cargo há cerca de três semanas em meio ao burburinho de que tenha sido uma retaliação do governo federal  ao senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que votou contra a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Rebecca foi indicada pelo senador peemedebista.

Assim, exercendo o cargo de maneira técnica é o caminho que o novo superintendente tem para fazer uma gestão que recoloque o modelo na linha e volte a gerar os empregos que nosso povo precisa.