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Editorial

ZFM, sempre uma boa aposta

05/05/2016 às 00:08
Show co pia de zmf

O Polo Industrial de Manaus foi um dos mais atingidos pela crise econômica que se arrasta desde o início do ano passado. Não há um setor sequer que não tenha sucumbido a números ruins e que abrem um verdadeiro sinal de alerta para as autoridades públicas, setor produtivo e trabalhadores, que, afinal, estão no mesmo barco e precisando unir forças para seguir navegando esse modelo de desenvolvimento que erigiu-se como único ao longo dos quase 50 anos de história.

Neste sentido é que hoje  A CRÍTICA mostra um fato auspicioso que sinaliza a retomada do caminho certo do crescimento, que é a decisão da multinacional BMW montar aqui uma planta industrial para produtos de altíssimo valor agregado.

A decisão em si, pelos valores envolvidos e possibilidade de geração de novos e robustos empregos, já  altamente favorável ao modelo Zona Franca, mas por trás de uma decisão dessa há muito mais que uma vontade expressa repentinamente pelos executivos da empresa.

Conforme é possível saber, trazer a fábrica para Manaus é algo que vem sendo estudado há dois anos e a decisão foi tomada em setembro do ano passado, quando as nuvens negras da crise já estavam sob o céu do Amazonas.

Se uma empresa se dispõe a investir forte neste momento é porque ela fez um estudo de cenário mundial e não encontrou um lugar melhor para fincar raízes, sobretudo porque a crise está no mundo e não apenas no Amazonas. Assim, havia muitos outros países e até mesmo estados brasileiros de olho nesse investimento, mas a BMW bateu o martelo pelo nosso pólo industrial, o que deve decorrer do fato de termos a melhor relação custo-benefício e, principalmente, um exército indústrial de reserva altamente especializado em empresas produtoras de veículos de duas rodas. É um diferencial que certamente pesou neste caso.

Outro ponto que se deve destacar é que o Pólo Duas Rodas da Zona Franca de Manaus não vive, por questões sistêmicas e conjunturais, um de seus melhores momentos, apesar de ser o segundo mais importante. Há gargalos na busca por insumos industriais, que são basicamente decorrentes da logística complicada da região, e fundamentalmente uma política de crédito que beneficiou sempre os veículos de quatro rodas. Estes problemas, contudo, não afastaram a BMW. Que bom!