Abordagem terapêutica usa a música para estimular vínculo, reduzir ansiedade e melhorar qualidade de vida
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Com o aumento dos diagnósticos de autismo, cresce também a procura por abordagens que auxiliem na comunicação, na regulação emocional e na qualidade de vida. Nesse cenário, a musicoterapia tem ganhado espaço como ferramenta terapêutica baseada em evidências científicas e capaz de acessar áreas do cérebro que, muitas vezes, a linguagem verbal não alcança.
Segundo dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), uma em cada 31 crianças está dentro do espectro autista. No Brasil, estimativas apontam cerca de 2,4 milhões de pessoas autistas.
De acordo com o musicoterapeuta Gustavo Gattino, a música ativa diferentes regiões cerebrais ligadas à emoção, memória, atenção e linguagem, o que potencializa seu uso terapêutico.
Pessoas autistas podem enfrentar desafios relacionados à comunicação, sobrecarga sensorial e dificuldade de regulação emocional. Nesse contexto, a musicoterapia utiliza ritmo, som e interação como recursos terapêuticos.
Segundo ele, o ritmo exerce papel importante por oferecer previsibilidade e segurança.
Além do ambiente clínico, a música também pode ser incorporada à rotina por pais e cuidadores como ferramenta de apoio.
Entre as estratégias recomendadas estão:
“A música cria um ambiente mais previsível e acessível. Para muitas pessoas autistas, isso faz toda a diferença”, afirma.
Apesar do avanço das pesquisas, especialistas avaliam que a musicoterapia ainda é pouco explorada no Brasil, mas tende a ganhar mais espaço diante da busca por tratamentos integrados.