Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020

CBA não terá amarras do serviço público, afirma Mourão

Vice-presidente defende que centro faça pesquisas que gerem aplicações imediatas na indústria


live_mourao_4D501AF3-8A15-4753-9A76-10F57493D6C9.jpg Live com representantes da indústria local

Provocado pelo presidente da Fieam, Antonio Silva, a opinar sobre o melhor modelo para o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, defendeu que é preciso construir um projeto para transformar a instituição em um centro de pesquisa que atenda aos interesses da indústria do Amazonas.

Ele defende que essa etapa seja feita em conjunto pela Suframa e pelo atual gestor do CBA, Fábio Calderaro.

“O CBA não pode virar única exclusivamente mais um instituto de ciência e tecnologia, se não vai se perder na burocracia. Ele precisa focar naquilo que vai dar rendimento imediato, e não deixar que fique naquela teorização, naquelas pesquisas que não vão dar o resultado da forma que desejamos”, afirmou Mourão em live com representantes da indústria local nesta segunda-feira.

Mourão afirmou que reuniu-se, na sexta-feira passada, com o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (ME), Carlos da Costa, e que no encontro dói discutido o CBA.

O vice-presidente deu notícias sobre o processo da definição da personalidade jurídica do centro. “O CBA terá personalidade jurídica própria e independente da Suframa, porque uma coisa não tem a ver com a outra. Ele passa a ser uma fundação pública de direito privado, ou seja: pode contratar gente para trabalhar em seus quadros sem a necessidade de concurso e daquela dinâmica do serviço público”, explicou Mourão, completando que “enquanto não tivermos a reforma administrativa, a atual dinâmica (do serviço público) amarra o estado de tal forma que ele não consegue cumprir sua tarefa”.


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