Segunda-feira, 12 de Abril de 2021

Fieam: Medida de Paulo Guedes é perversa e quer favorecer asiáticos

Vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas critica a redução de impostos para importação de eletroeletrônicos: 'parece estar agindo provocativamente'


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A redução em 10% do imposto sobre a importação de produtos eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, anunciada ontem pelo Ministério da Economia, é uma medida perversa e despropositada. A avaliação é do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo.

A decisão é vista como temerária por dois motivos: além de afetar os empregos que o Amazonas já possui em seu polo industrial, o maior polo eletroeletrônico da América Latina, causa insegurança em investidores que pensam em implementar ou ampliar projetos na Zona Franca de Manaus. Isso prejudicaria a capacidade de recuperação do PIM, que já teve mais de 130 mil empregos e agora tem cerca de 86 mil postos de trabalho. "Estamos aqui na luta para recuperar empregos, em tempos de pandemia a todo vapor, e ele edita medidas para reduzir os empregados e investimentos em Manaus e favorecer mercados asiáticos", destacou Azevedo, que completou: "parece estar agindo provocativamente"

Além de configurar um golpe na Zona Franca de Manaus, a medida também ataca a indústria nacional como um todo, o que acabou causando uma união entre a indústria amazonense e a do Sul e Sudeste do País, que muitas vezes travaram disputas acirradas em torno de incentivos. "Nessa estamos todos juntos", afirmou Azevedo, que também comentou: "Infelizmente, o ministro Paulo Guedes não esconde de ninguém seu desejo de desindustrializar o País". 


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