Sábado, 19 de Junho de 2021

Indígenas dizem que Bolsonaro usou visita para fazer palanque eleitoral para 2022

Eles repudiaram, ainda, comentário feito pelo presidente comparando a medicina tradicional indígena com o Kit Covid


WhatsApp_Image_2021-05-28_at_18.05.34_BA1471E5-D675-461C-87BE-2E31C7B996E7.jpeg Foto: Valdemar Lins Yanomami/Divulgação

Vinte e três povos indígenas do Rio Negro, representados pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) assinaram nota pública de insatisfação com a visita do presidente Jair Bolsonaro à São Gabriel da Cachoeira na última quinta-feira (27). 

 A FOIRN finalizou em 2020 os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA), junto com a Funai, mas sequer foi convidada para participar de diálogos com a comitiva do Governo Federal. A nota acusa o presidente e seus assessores de montarem palanque eleitoral, fazendo imagens e vídeos para serem usados na campanha de 2022. Além de ter privilegiado, nas discussões, “lideranças autoproclamadas”. "Como ocorreu na Terra Indígena do Balaio, para mais uma vez produzir fake news e narrativas grotescas sobre nosso povo e nossa cultura", diz a nota. 

A Federação repudiou, ainda, comentário feito pelo presidente na live semanal, gravada no Pelotão de Fronteira de Maturacá, quando o presidente comparou a medicina tradicional indígena com o Kit Covid, "tentando ridicularizar a CPI no Senado", diz um trecho da nota. 

A nota finaliza dizendo que o presidente ignorou os povos indígenas da região, não encontrou com as instituições que ajudaram a combater a Covid-19 nas aldeias e sequer mencionou o garimpo ilegal, narcotráfico " e outros assuntos graves que assolam as terras indígenas na região da tríplice fronteira". 


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