Sábado, 19 de Junho de 2021

No aguardo do TSE, Adail Filho diz ter pressa para que tudo se resolva

Eleito prefeito novamente em 2020, ele teve o registro cassado e está fora da Prefeitura desde então, aguardando julgamento de recurso no TSE


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“Eu tenho pressa que isso se resolva”. A declaração é de Adail Filho, eleito prefeito de Coari nas últimas eleições mas que não assumiu o cargo por ter tido o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas.

O caso, hoje, está no Tribunal Superior Eleitoral, e Adail já teve uma decisão desfavorável  por parte do relator, Tarcisio Veira Neto, que negou o recurso do, pelo menos por enquanto, ex-prefeito. A decisão agora será do plenário do TSE, mas não há data marcada para a análise da questão. 

“É um caso que não tem igual no País, vai virar uma jurisprudência. Tenho fé que o plenário do TSE vai revisar essa decisão. O relator não analisou nossos argumentos”, disse Adail Fiho, afirmando que se houver nova eleição, o grupo político do qual ele faz parte apresentará seu candidato. “A vontade do povo tem que ser respeitada. A cidade escolheu um prefeito que não está no cargo. E eu sei que se houver uma nova eleição o povo de Coari vai retribuir, como sempre tem feito”. 

Por enquanto, a prefeita é Dulce Menezes, presidente da Câmara Municipal e tia de Adail, a quem ele elogiou no comando da Prefeitura. “Ela tem dado continuidade ao nosso plano de governo, tem sido uma atuação bem efetiva apesar de todas as dificuldades, como a cheia e a pandemia. Vejo com muita satisfação o trabalho que está sendo realizado”. 

A situação

O pai de Adail Filho, Adail Pinheiro, foi eleito em 2012, mas teve seu mandato cassado no ano seguinte. Raimundo Magalhães foi eleito e assumiu a Prefeitura de Coari. Em 2016, Adail Filho venceu a eleição e concorreu novamente em 2020. “Só disputei porque fiz uma consulta ao TRE se eu poderia ser candidato novamente ou não e ele foi unânime em dizer que sim”, sustentou Adail Filho.

Porém, após obter o registro de candidatura em primeiro grau e vencer a eleição, ele teve o registro cassado pela corte eleitoral, que entendeu que o novo mandato iria se configurar no terceiro consecutivo do mesmo grupo familiar.


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