Quinta-feira, 26 de Novembro de 2020

Presidente do Partido Novo incentiva o voto nulo em Manaus

Presidente municipal, Hélio Reis, afirmou que anulará seu voto e orientou que candidatos "insatisfeitos" façam o mesmo


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Sem ter conseguido nem 30 mil votos com seu candidato Romero Reis, o presidente municipal do Partido Novo, Hélio Reis, incentivou que os eleitores votem nulo neste segundo turno. “Pretendo anular meu voto. E as pessoas que se sentirem desconfortáveis, não se sentirem representadas por essas duas figuras (...) que elas anulem”. Acontece que o voto nulo não invalida o processo eleitoral e cientistas políticos orientam que eleitores depositem o voto  no candidato menos questionável, em caso de dúvidas sobre propostas.  

O voto nulo é uma forma de abstenção, ou seja, um tipo de participação passiva no processo eleitoral. Para o cientista político Tiago Jacaúna, anular o voto delega a outras pessoas o ato de decidir.  “No fundo essas pessoas que optam pelo voto nulo delega que outras pessoas escolham por ela”.  

Num processo eleitoral, as ideias, programas e projetos devem ser avaliados. “É necessário que haja uma avaliação crítica por parte do eleitor, para escolher projetos que preencham os anseios que o eleitorado tem. O voto nulo é justamente a não participação. Num regime democrático, é ideal que haja a efetiva participação popular. O voto nulo nunca deve ser incentivado uma vez que é necessário fazer essas escolhas no âmbito da democracia”, completa Jacaúna. 

Mesmo com o Partido Novo incentivando o voto nulo, o ex-candidato a vice  de Romero,  Eduardo Costa, afirmou  que pretende disputar uma vaga para Assembleia Legislativa do Amazonas em 2022. A afirmação foi dada em resposta à um seguidor que o questionou nas redes sociais e ele afirmou que “sua missão na política tem que continuar”.


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