Depois de contribuir com 33,5 mil toneladas de trilhos para a construção da ferrovia Transnordestina, a China vai ajudar em outra obra no Brasil. Trata-se da Ponte Salvador-Itaparica, que será a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina e começará a ganhar forma em junho.
Recentemente, um carregamento vindo diretamente do país asiático desembarcou no território baiano. Um navio com 44 contêineres, carregado com toneladas de equipamentos e tecnologia inédita para erguer a estrutura que ligará Salvador à Ilha de Itaparica.
A ponte de 12,4 km contará com um investimento de R$ 15 bilhões e promete transformar a logística e o turismo baiano. Serão utilizados cerca de 660 mil m³ de concreto e a montagem será iniciada em três frentes diferentes: uma em Itaparica, outra no centro da baía e uma terceira em Salvador.

Além do navio com equipamentos, a China também enviará embarcações para a cravação de estacas, visando garantir a precisão milimétrica da estrutura. Ao todo, serão cinco anos de construção, com a obra sendo concluída em junho de 2031. O sistema contará com uma via expressa de 22 km na ilha e 4,4 km de acessos viários na capital.
China destinou toneladas de trilhos para a Transnordestina
Em março, as obras da ferrovia Transnordestina receberam 33,9 mil toneladas de trilhos vindos diretamente da China. Com 80% dos trabalhos concluídos no Ceará, o projeto, um dos maiores de infraestrutura logística do Nordeste, está em fase de implantação da infraestrutura no Piauí.
A ferrovia é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola e mineral da região, com impacto direto no desenvolvimento econômico. Segundo o governo piauiense, a estrutura ampliará a conexão do estado com os principais corredores de exportação.
“As obras estão concentradas agora no trecho do Ceará, porque o primeiro trecho do Piauí já está concluído. Depois, o trecho será estendido de São Miguel do Fidalgo até Eliseu Martins. E já estão em operação teste, ligando o trecho de Simplício Mendes à região do sertão central do Ceará, levando grãos para abastecer a bacia leiteira e as granjas que existem naquela região”, disse o governador do Piauí, Rafael Fonteles.






