Brasileiros estão encontrando carros até 25% mais baratos na chamada “nova Suíça” da América do Sul, movimento que tem atraído cada vez mais compradores em busca de economia. Os preços reduzidos aparecem tanto em modelos populares quanto em veículos de luxo, criando um cenário que desperta interesse de quem deseja gastar menos.
O país citado é o Paraguai, onde anúncios de automóveis chamam atenção pela diferença em relação ao mercado brasileiro. Entre os exemplos mencionados está um Toyota Corolla 2008 anunciado por cerca de R$ 6 mil, além de uma Maserati Levante GT-Hybrid 2023 com 5 mil quilômetros oferecida por R$ 490 mil.
Segundo Adalmo Vaz, especialista em avaliações e negociações de carros de luxo, o mesmo modelo da Maserati dificilmente seria encontrado por menos de R$ 650 mil no Brasil. A diferença é explicada principalmente pelas condições de importação adotadas pelo país vizinho.
Como o Paraguai não possui uma indústria automotiva local relevante, as importações contam com menos barreiras e taxas consideradas baixas. Justamente por isso, veículos novos e usados costumam chegar ao consumidor com valores mais competitivos do que os praticados em território brasileiro.
Além dos preços, o país ganhou o apelido de “nova Suíça da América do Sul” por causa da estabilidade fiscal, dos impostos reduzidos e do ambiente favorável aos negócios. O sistema tributário conhecido como 10-10-10, a inflação controlada e o crescimento econômico acima da média regional ajudam a fortalecer essa imagem.

O que brasileiros precisam saber antes de trazer um carro
Apesar das oportunidades, existem regras para quem pretende utilizar no Brasil um veículo comprado e registrado no Paraguai. Rodrigo Malheiros, professor, consultor jurídico e sócio-proprietário da Marmo&Malheiros Advogados, explica que a circulação é possível por meio do regime de Admissão Temporária, mediante apresentação de documentos específicos, seguro Carta Verde e registro adequado na entrada do país.
Esse regime permite que o automóvel permaneça no Brasil por até 180 dias. No entanto, a fiscalização acompanha o prazo, verifica a finalidade de uso e pode apreender o veículo em caso de irregularidades. Também é proibido utilizar o carro para atividades comerciais ou realizar sua venda dentro do território brasileiro.





