Uma parceria entre Brasil e China promete movimentar o Nordeste com a criação de um megacomplexo industrial de R$ 8 bilhões. A expectativa é que o empreendimento gere cerca de 10 mil empregos e fortaleça a nova economia verde no país, justamente com foco em combustíveis sustentáveis e exportações.
O projeto será instalado no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, localizado entre Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. O espaço foi escolhido por causa da estrutura logística já existente, além da proximidade com rotas marítimas internacionais e ligação com rodovias e ferrovias estratégicas.
Além disso, Suape possui uma Zona de Processamento de Exportação aprovada pelo governo federal. Esse modelo garante incentivos fiscais e aduaneiros, fator considerado essencial para atrair empresas chinesas interessadas em atuar na produção de hidrogênio verde, e-metanol e produtos químicos voltados ao mercado externo.
As primeiras movimentações de solo e infraestrutura básica já teriam começado, segundo fontes ligadas ao governo estadual. No entanto, o cronograma prevê que as obras avancem em etapas, com milhares de vagas sendo abertas principalmente nos setores de construção civil, engenharia, logística e serviços.
O centro do projeto será justamente a produção de e-metanol verde, combustível sintético produzido a partir de hidrogênio e dióxido de carbono capturado de fontes renováveis. A proposta também prevê o uso de energia gerada por parques solares e eólicos instalados no sertão pernambucano, conectados diretamente ao porto.

Novo complexo pode mudar papel do Nordeste
Delegações técnicas da China visitaram Pernambuco no início de 2025 para discutir terrenos, logística e estrutura operacional. Embora detalhes do acordo ainda permaneçam em sigilo, a parceria faz parte da cooperação bilateral voltada à transição energética e à reindustrialização sustentável do Brasil.
A previsão inicial aponta que a primeira planta entre em operação até 2027, produzindo cerca de 300 toneladas de combustível verde por dia. Apesar disso, o projeto ainda depende de etapas delicadas, como o licenciamento ambiental em áreas próximas de manguezais e recifes sensíveis da região de Suape.






