"Se os partidos não se unirem, a eleição será entregue a dois extremos. Ou a extrema esquerda com o Lula ou a extrema direita com Bolsonaro", afirmou ele
(Dória tem intenção de disputar a Presidência da República em 2018 (Foto: Euzivaldo Queiroz))
Após palestra direcionada a empresários do Amazonas, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), falou sobre a importância da Zona Franca e a corrida presidencial no próximo ano. Para ele, os partidos precisam se unir contra "extremos" como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro.
O prefeito frisou a importância do diálogo com o setor empresarial da capital amazonense. "É uma posição muito clara de manutenção do Polo Industrial de Manaus (PIM). A atividade produtiva que gera 84 mil empregos é importante. Acredito que com a retomada do crescimento econômico é possível que os empregos possam voltar a se incorporar gradualmente nesta região, que já teve 130 mil funcionários”, afirmou Doria. “Há uma luta muito correta na preservação dos direitos e dos valores conquistados no Amazonas. Interagir é sempre um processo intenso de aprendizado”.
Doria ressaltou que o estado de São Paulo representa 40% de todo o consumo do Polo Industrial e o núcleo metropolitano quase 20%.
Para a corrida presidencial, Doria ressaltou que o PSDB precisa estar pacificado, o que deve ocorrer na convenção nacional para, então, fazer uma eleição. Ele e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, são os dois principais presidenciáveis do partido. O prefeito de Manaus, Arthur Neto, também manifestou intenção de concorrer nas prévias partidárias.
“A intenção é trabalhar para aglutinar outros partidos para construir uma frente ampla para o Brasil. Com propostas claras e programa de governo voltado para a população mais sofrida”, disse.
Doria diz que é necessária a união e a conversa entre os partidos para a eleição de 2018. "Se os partidos não se unirem, a eleição será entregue a dois extremos. Ou a extrema esquerda com o Lula ou a extrema direita com Bolsonaro. Vai precisar que os partidos tenham juízo, discernimento e muito diálogo".
Questionado sobre a saída do PSBD, uma vez que houve diversos convites e conversas com outras siglas, Doria afirmou que não deve sair do partido tucano. “Houve sim alguns convites, para a eventualidade de alguma mudança. Todos os convites foram feitos pela base aliada na cidade de São Paulo. Acredito e entendo que possamos ter união de centro, linha de equilíbrio, em torno de um projeto”.