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Cotidiano
FRONTEIRAS

Exército apreende 5 toneladas de drogas na Amazônia nos dois primeiros meses de 2018

Segundo o CMA, região é “vigiada” por 24 pelotões especiais de fronteira, principalmente nos rios Negro, Japurá e Içá 02/03/2018 às 15:51
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Ações contra o narcotráfico e contrabando de armas têm sido intensificadas (Foto: Divulgação)
Joana Queiroz Manaus (AM)

A intensificação de operações do Comando Militar da Amazônia (CMA) nos rios Negro, Japurá e Içá já resultaram na apreensão de mais de cinco toneladas de drogas, principalmente maconha do tipo skunk, apenas nos primeiros dois meses de 2018. O combate ao desmatamento e o contrabando de pescado, carnes de caça e quelônios também é uma preocupação nas regiões fronteiriças. 

“É assim que o Exército Brasileiro vem trabalhando nos últimos dois anos na faixa de fronteira, para garantir a nossa soberania, para proteger os nossos bens ambientais e proteger a nossa população”, afirmou o general de brigada Algacir Antônio Polsini, Chefe de Centro de Coordenação e Operação do CMA.

De acordo com Polsini, atualmente, 20 mil homens do Exército estão trabalhando em toda a Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) com equipamentos de última geração para o enfrentar os crimes transnacionais, como tráfico de drogas e armas, além do garimpo ilegal. Segundo ele, os resultados estão sendo positivos.

Em uma das apreensões mais recentes, militares do 2º Pelotão Especial de Fronteira de Ipiranga (AM) flagraram uma embarcação no rio Içá com quase duas toneladas de maconha skunk. Três colombianos estavam no barco com um fuzil AK-47, uma pistola 9 mm e munição, e trocaram tiros com tropa. Um dos colombianos foi preso.

Em janeiro, foram registradas quatro apreensões de droga do EB, totalizando 5,3 toneladas de maconha do tipo Skunk. No dia 1º de janeiro, o 3° Pelotão Especial de Fronteira (PEF) apreendeu 750 kg de maconha no rio Japurá. No dia 4, mais de 1,2 tonelada de maconha foi apreendida pelo mesmo PEF.

No dia 16 de janeiro, a apreensão de 461 kg da droga foi realizada pelo 5° Batalhão de Infantaria de Selva, em São Gabriel da Cachoeira. O 6° Batalhão de Infantaria de Selva, em Guajará-Mirim/RO, realizou a última apreensão do mês, de cerca de 900kg de Skunk.

Operação ‘Escudo’

De acordo com o general, recentemente a 16ª Brigada de Tefé atuou no rio Jandiatuva, próximo ao município Tabatinga, onde destruiu balsas de garimpeiros ilegais  em terras indígenas. Segundo ele, no garimpo é utilizado o mercúrio e o metal pesado está sendo lançado nos rios, afetando não só os peixes como também a saúde da população ribeirinha e indígena. Na semana passada, na operação Escudo, no garimpo do Mutum, em Roraima, 60 pessoas foram presas assim como materiais usados foram apreendidos para evitar a extração ilegal  de minérios na região.

Narcotráfico

De acordo com o general Algacir  Polsini, a Amazônia Ocidental é  “vigiada” por 24 pelotões especiais de fronteira que realizam diversas ações, por meio da operação Ágata, ação contínua do Ministério da Defesa.

Polsini destacou que o narcotráfico associado ao contrabando de armas são os mais comuns nas fronteiras brasileiras. Além do tráfico de drogas, as tropas do EB também têm combatido os crimes ambientais. “Nós atuamos maciçamente na parte dos crimes ambientais de acordo com as leis complementares juntamente com o Estado, Ibama, Funai, Polícia Federal e Ministério Público. Os resultados são significativos. É importante ressaltar também o combate ao desmatamento”, ressaltou Polsini.

Operações

Conforme Polsini, o trabalho do Exército Brasileiro não começou este ano. Em 2017, aproximadamente 500 operações de pequenos vultos e grandes foram realizadas em toda a Amazônia Ocidental. Este ano, 30 operações foram realizadas nas regiões de fronteira.

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