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Cotidiano
MAUS CAMINHOS

Mouhamad Moustafa é conduzido à sede da PF na nova fase da Maus Caminhos

Nesta fase, os alvos são os ex-secretários da Saúde, Wilson Alecrim e Pedro Elias, e da Casa Civil, Raul Zaidan 13/12/2017 às 10:58 - Atualizado em 13/12/2017 às 16:32
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Foto: Jair Araújo
acritica.com Manaus (AM)

O médico e empresário Mouhamad Moustafa, principal alvo da primeira fase da operação Maus Caminhos, ocorrida em novembro de 2016, foi novamente conduzido à sede da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (13), em Manaus, na segunda fase da operação, denominada “Custo Político”. Nesta etapa, os alvos são os ex-secretários da Saúde, Wilson Alecrim e Pedro Elias, e da Casa Civil, Raul Zaidan. A advogada de Moustafa, Simone Guerra, não deu mais esclarecimentos.

Atualmente, Mouhamad é réu na Justiça Federal como acusado de liderar um esquema criminoso que desviou R$ 110 milhões da Saúde do Amazonas através de contratos entre a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e empresas terceirizadas. Além dele, também são acusados dos crimes a advogada Priscila Marcolino e a enfermeira Jenifer Nayara Youchabel, ex-presidente do Instituto Novos Caminhos, principal entidade envolvida nos desvios dos recursos públicos.

Na quarta-feira passada (6), o médico e empresário Mouhamad Moustafa foi colocado em liberdade pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) após os advogados dele requererem um habeas corpus junto ao ministro Nefi Cordeiro, o mesmo magistrado que baixou o valor da fiança para Mouhamad conseguir a primeira soltura dele, anteriormente.

Até então, Mouhamad esteva preso desde 21 de outubro deste ano, quando ultrapassou o limite do perímetro urbano permitido com uso de tornozeleira eletrônica. Antes disso, Mouhamad ficou solto no dia 30 de agosto após ter conseguido um alvará de soltura no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A primeira vez que Mouhamad Moustafa esteve preso foi em 2016 durante a primeira fase da operação Maus Caminhos.

Moustafa é acusado na Justiça Federal de liderar uma organização criminosa que desviou R$ 110 milhões de verbas públicas por meio de contratos da Secretaria de Saúde do Estado (Susam) com o Instituto Novos Caminhos, segundo denúncia do Ministério Público Federal. Outras pessoas também são acusadas de participar do esquema.

 ‘Jamais (paguei propina)’

No último dia 17 de outubro, Mouhamad prestou depoimento à Justiça Federal e negou ter pagado qualquer tipo de propina a secretários ou autoridades no Amazonas. “Não, jamais (paguei propina). Nunca me pediram e eu nunca ofereci”, disse. Em relação às acusações de que as provas do esquema criminoso haviam sido destruídas, Moustafa  enfatizou que a “história foi forjada”.