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Filme que será exibido na Ufam mostra o projeto de Henry Ford na Amazônia

Documentário dirigido por Marcos Colón mostra a cidade de Fordlândia, no Oeste do Pará, 90 anos depois 11/09/2017 às 09:10 - Atualizado em 12/09/2017 às 12:44
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O látex da seringueira era um produto importante para as indústrias de Ford (Divulgação)
acritica.com Manaus (AM)

Nesta quarta-feira (13), o Núcleo de Antropologia Visual (Navi) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) fará uma exibição gratuita do documentário “Beyond Fordlândia”, de Marcos Colón. A sessão acontece a partir das 15h no auditório Rio Negro, Setor Norte do campus, em Manaus, e contará com a presença do ex-reitor da Ufam e ex-presidente do Ibama, Dr. Marcus Barros.

O documentário de 84 minutos aborda a trajetória do projeto do empresário estadunidense Henry Ford na Amazônia, mais especificamente no Oeste do Pará. Em 1927, ele criou uma cidade, Fordlândia, e outra depois, Belterra, no coração da selva para o plantio da seringueira, produtora do látex, importante produto para a indústria automobilística Ford. O filme também mostra o avanço do plantio de soja na região nas últimas décadas, processo do qual o empresário foi pioneiro nos anos 30.

Marcos Colón traz uma visão crítica, de preocupação com o futuro da Amazônia, através de depoimentos de estudiosos como Marcus Barros, Barbara Weinstein, do sociólogo e poeta Paes Loureiro, do jornalista Lucio Flavio Pinto, pesquisadores norte-americanos e as várias vozes dos residentes, agricultores, sindicalistas e ativistas de Belterra e Santarém.

“Um documentário não é a expressão da realidade, não é a captura de uma verdade. Tudo é fruto de escolhas que se materializam no ato de editar o material filmado. Assim, um documentário pode ser ficcional tanto quanto um filme de ficção. O filme de Marcos Colón conta a ‘verdade’ dos arquivos de Ford e a ‘verdade’ dos depoimentos colhidos e com isso ele nos narra a sua verdade”, afirma a coordenadora do Navi, Profª. Drª. Selda Vale da Costa.

Saiba mais

Fordlândia é foco de outro documentário, “Cidades Fantasmas”, que venceu o festival “É Tudo Verdade” deste ano. Nesse trabalho, o vilarejo paraense aparece ao lado de outras cidades que também viraram sinônimo de abandono, como Villa Epecuén, na Argentina, que foi atingida por uma inundação, e Armero, na Colômbia, onde a população foi dizimada pela erupção do vulcão Nevado del Ruiz.