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Flor Matizada conquista título de campeã do 21º Festival de Cirandas de Manacapuru

Esta é a 8ª vez que a ciranda lilás e branca vence a disputa; “A mais amada”, como é chamada por seus torcedores, também recebeu o título de melhor torcida 04/12/2017 às 19:31 - Atualizado em 04/12/2017 às 19:38
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Foto: Jair Araújo
Vitor Gavirati e Paulo André Nunes Manaus (AM)

Com o tema “Luz”, explorando a contemporânea luta do povo indígena pelo conhecimento científico, a Ciranda Flor Matizada se sagrou campeã do 21° Festival de Cirandas de Manacapuru. Na classificação final, a Matizada ficou com 279,6, seguida pela Tradicional com 279,2 e a Guerreiros Mura com 278,6.

Com a vitória, a Flor Matizada fatura o tricampeonato. No entanto, em 2016, não houve disputa no Festival e todas as cirandas foram declaradas campeãs.

No último domingo (3), a Ciranda Flor Matizada se apresentou encerrando o Festival de 2017. Esta é a 8ª vez que a ciranda lilás e branca vence a disputa. “A mais amada”, como é chamada por seus torcedores, também recebeu o título de melhor torcida do 21° Festival de Cirandas de Manacapuru.


Resultado Final do 21° Festival de Cirandas de Manacapuru

Apresentação

A torcida foi um dos diferenciais da apresentação: os integrantes da organizada Família Matizada (Fama) distribuíram adereços como bandeirinhas nas cores lilás e branco, flores de cartolina e rolos de papel para a galera concentrada na parte central das arquibancadas do Parque do Ingá.

O apresentador Ivan Oliveira, que é radialista em Manacapuru, surgiu em meio às gigantescas alegorias da Flor Matizada. O cordão de entrada trouxe indígenas e, após, do meio da galera, adentrou na arena o cantador Erinho. Os brincantes fizeram evoluções como danças indígenas e, em praticáveis, encantaram com uma coreografia com elásticos.

O cordão de cirandeiros apresentou, além dos componentes com roupas também um pajé que comandou a dança e proporcionou um dos grandes momentos do festival: com a ajuda de um guindaste ele “levitou” e enlouqueceu a galera lilás e branca.

A porta-cores Fernanda Sabóia também foi arrojada ao vir para o Cirandódromo em um pássaro gigantesco. Já a princesa cirandeira Giovanna Mady também chegou em um guindaste e evoluiu lindamente. A torcida interagiu fazendo uma grande festa cantando e não deixando o pique cair.

Foi encenada a batalha da luz em um estilo bailado cirandeiro. Depois, quem entrou em cena de forma estupenda foi a cirandeira bela Camila Marques. Ela surgiu dentro de um pássaro, e arrancou frio na barriga da galera lilás e branca e em todos do Cirandódromo porque desceu dependurada em cabos de aço.

No fim da apresentação uma imensa flor matizada foi palco para que o belo trio porta-cores/princesa cirandeira/cirandeira bela adentrasse novamente na Arena do Cirandódromo. Era a deixa para o fim apoteótico da apresentação da lilás e branca que aconteceu no meio da torcida organizada.