Na releitura do famoso enredo, de 1988, a Aparecida também vai procurar estender a temática “indígeno-turística”
((Foto: Márcio Silva))
“Vamos honrar nossos antepassados!”. Foi com essa frase que a Mocidade de Aparecida entrou na avenida às 22h36. Com o enredo “Os Maués – Origem Divina, Destino Humano – Trinta Anos Depois...”, a agremiação contou na comissão de frente a origem da terra do guaraná.
Na releitura do famoso enredo, de 1988, a Aparecida também procurou estender a temática “indígeno-turística”
Com lágrimas nos olhos e emocionada porque uma das barras da saia quase a impedia de rodar na avenida, a porta-bandeira anunciava a chegada da ala das baianas. Graças a proatividade da equipe técnica o problema foi resolvido e ela retornou a dançar minutos depois.
Uma enorme aranha anunciava a entrada do primeiro carro alegórico pelo Sambódromo. Nele um papagaio enfeitava a alegoria. Em destaque estava a rainha do Peladão 2018 Juliana Malveira.
Em seguida quem abrilhantou o Desfile com Samba no pé e fazendo a alegria da torcida foram as duas madrinhas, Leide Queron e Laiana Pampolha, e a rainha da bateria Priscila, acompanhadas da batida da bateria.
E a verde e branco fez jus ao enredo. Enquanto cantava “Sinto um aroma no ar/ O cheiro bom da minha terra/ É a Aparecida a exalar”, a escola exalava literalmente no ar o aroma de Patchouli.
Vestidos com roupas amarelas e cabeças de onça sob a cabeça adentrou mais uma ala na avenida. Logo depois, indígenas e um Pajé mostravam a entrada do segundo carro alegórico enfeitado com uma grande onça.
Uma ala de crianças e adolescentes também marcou presença no desfile. Animados, os casais de pequenos traziam nas mãos a bandeira da Escola.
Com trajes de gala a última Ala se despediu da Avenida e deu espaço para a bateria mais uma vez levar a torcida ao delírio.
Ao todo, a agremiação trouxe para a avenida 23 alas com mais de 3.800 componentes.
Avaliação do carnavalesco
O que para muitos poderia ser um problema, a chuva foi considerada para a Mocidade de Aparecida “um presente de Deus”. Segundo o carnavalesco da agremiação, Fabiano Fayal eles queriam reproduzir durante todo o último setor uma chuva, mas por causa de valores não foi possível. “Mas o grande carnavalesco do universo, Deus enviou a chuva que precisávamos”, disse.
Reeditando um enredo de mais de 30 anos Fabiano disse que eles achavam que o espetáculo na avenida seria como “uma receita brilhante”. “Para fazermos um carnaval majestoso como ele foi com um pessoal brilhante e tocar no torcedor. Esse samba é um hino do torcedor e quando ela entra na entrada da avenida cantamos como um combustível. Então, esse combustível foi usado nesses mais de 60 minutos de desfile e deu certo”, complementa.
O carnavalesco avalia o desfile positivo e acredita na vitória. “A escola estava linda e apesar das dificuldades que tivemos conseguimos atingir o objetivo que esperávamos. Acredito que seremos campeões”, finalizou.
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(Foto: Márcio Silva)
(Foto: Euzivaldo Queiroz)
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