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Manaus
AMOR DE MÃE

Bebê retirado à força da barriga da mãe no AM é amamentado por PM em hospital

Mãe de três filhos, um que ainda mama, a soldado Pâmela Ferrão, se sensibilizou com a história do recém-nascido que virou órfão 19/10/2017 às 16:30 - Atualizado em 21/10/2017 às 11:58
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Foto: Divulgação
Joana Queiroz Manaus (AM)

O bebê, do sexo masculino, que foi retirado à força da barriga da mãe nesta quinta-feira (19), no interior do Amazonas, sobreviveu e foi levado a um hospital da cidade de Itapiranga, a 227 quilômetros da capital. Na unidade de saúde, ele foi amamentado pela soldado da Polícia Militar Pâmela Graziele Ferrão, de 29 anos.

Mãe de três filhos, um de 13, outro de 5 e um de 2 anos – este último que ainda mama, Pâmela se sensibilizou com a história do recém-nascido de 8 meses que virou órfão. Ela matou a fome da criança com o próprio leite. “Fiquei comovida com a situação da mãe e lembrei dos meus filhos. Se alguém os tirasse de mim não sei o que faria”, disse Pâmela, à reportagem.

A policial militar Pâmela, inclusive, é filha da sargento da PM Grazia Miele Santos, de 45 anos, que fez a prisão dos dois suspeitos de doparem e matarem a grávida de 20 anos e depois cortar a barriga dela para retirar a criança. O casal Joelma Queila Santana da Silva, 22, e Alex da Silva Carvalho, 18, cometeu o crime e foi preso na cidade de Itapiranga.

Não conseguia engravidar

A suspeita do crime, Joelma, contou à polícia que não conseguia engravidar e que queria muito dar um filho homem ao marido. Então, ela e o companheiro, segundo a polícia, escolheram a vítima como alvo, a grávida de 20 anos. O crime aconteceu em São Sebastião de Uatumã, a 247 quilômetros de Manaus. Depois, os dois fugiram para Itapiranga, onde foram presos.


Joelma e Alex (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

“Em depoimento, a dupla informou que, na madrugada, encontraram a grávida em uma lanchonete. Em um momento de distração da vítima, Joelma colocou uma substância tranquilizante na bebida da jovem, que acabou desfalecendo”, disse o delegado João Cabral, titular da 38ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Itapiranga.

Mãe assassinada

Após ser dopada, grávida de 20 anos foi levada até uma área de mata, onde foi assassinada. Os dois suspeitos usaram uma faca para cortar a barriga dela e retirar a criança. Populares, então, encontraram o corpo da vítima e acionaram a polícia.

Os dois suspeitos fugiram com a criança, mas foram vistos embarcando no porto da cidade carregando o recém-nascido. “Recebemos a informação de que uma mulher havia sido vista carregando um recém-nascido em uma embarcação com destino ao município de Itapiranga”, disse o delegado Claudenor Medeiros, da 44ª DIP de São Sebastião do Uatumã. Eles acabaram presos.