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Grupo que administrava dinheiro de ‘João Branco’ lucrava R$ 660 mil por mês

Quarteto foi preso na manhã desta terça-feira (10) e segundo a polícia, era encarregado de "autorizar" homicídios na capital 10/10/2017 às 16:32 - Atualizado em 10/10/2017 às 19:05
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Suspeitos foram apresentados durante a tarde (Foto: Jander Robson/Freelancer)
Fábio Oliveira Manaus (AM)

Cadernos de anotações que somam aproximadamente R$ 2 milhões em movimentação do tráfico de drogas foram apreendidos com traficantes que atualmente comandavam o narcotráfico no Amazonas e em outros Estados vizinhos. O grupo, que foi preso na manhã desta terça-feira (10) em uma fazenda de luxo no Km 60 na AM-010, localizada próximo ao município de Rio Preto da Eva, distante 57 quilômetros de Manaus, obtinha lucro de R$ 660 mil por mês. 

Segundo a Polícia Civil, o quarteto gerenciava toda a contabilidade do narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, que está preso no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O grupo assumiu as negociações e cobranças do tráfico após a prisão dos gerentes Ronny e Coquinho.


Foto: Jander Robson

De acordo com a polícia, os traficantes mantinham uma renda milionária mensal e de lucro tinham mais de meio milhão de reais, segundo revelou o delegado Cícero Tulio, do 23º Distrito Integrado de Polícia. "Depois de comprar drogas e armas, pagar fornecedores entre outros, eles tinham de lucro R$ 660 mil por mês", explicou o delegado.

Alan Sérgio Martins e Josué Moraes de Almeida também faziam parte do "conselho", onde autorizavam ou não execuções de devedores do trafico. O quarteto, além da fazenda, possuía dois apartamentos de luxo que eram usados para reuniões. A polícia acredita que Josué possa estar ligado a execuções na cidade, pois era procurado por homicídio. As investigações em torno do caso devem continuar.

Entenda o caso

Quatro pessoas envolvidas com a facção Família do Norte (FDN) foram presas na manhã de hoje em uma fazenda de luxo. Os suspeitos são Josué Moraes de Almeida, Alan Sérgio Martins Batista, Edson Benedito da Silva e Messias Rocha de Araújo.


Foto: Divulgação

Segundo o delegado titular do 23° Distrito Integrado de Polícia (DIP), Cícero Túlio, um policial foi infiltrado nas reuniões onde eram discutidas as ações da organização criminosa e onde era feita a contabilidade do tráfico. Com base nos levantamentos, foram iniciados trabalhos investigativos. Os agentes verificaram que a quadrilha se escondia durante a semana neste sítio situado no Km 60 da rodovia AM-010.

Com os integrantes da quadrilha foram encontradas duas pistolas, um revolver 38, e dois rifles. De acordo com a polícia, Josué e Alan, encontram-se com mandados de prisão em aberto e estavam sendo procurados. Os apontamentos do tráfico indicam o movimento de milhões de reais para a manutenção dos negócios da Família do Norte.

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