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Manaus
AGRESSÃO

Jovem é assediada sexualmente e agredida com socos por homens em bar de Manaus

A vítima denunciou um dos suspeitos de passar a mão nas nádegas dela e, após ela reagir jogando bebida nele, ele e um colega a agrediram 25/09/2017 às 12:24 - Atualizado em 25/09/2017 às 15:30
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Foto: Reprodução/internet
Vinicius Leal Manaus (AM)

Uma estudante de 24 anos denunciou à polícia neste final de semana, em Manaus, ter sido assediada sexualmente e agredida com socos no rosto por dois homens em um bar localizado na avenida Brasil, no bairro Santo Agostinho, na Zona Oeste da capital. A vítima afirmou que um dos suspeitos passou a mão nas nádegas dela e, após ela reagir jogando bebida nele, o homem e um colega a agrediram.

O caso aconteceu dentro do Deck Rock Beer. “Foi sábado à noite. Eu fui nesse bar porque estava rolando uma festa de um conhecido e por volta das 2h eu tinha ido ao banheiro. Eram dois homens. Um deles passou a mão na minha bunda e eu reagi jogando bebida nele. Foi quando ele foi para cima de mim, me puxando e me empurrando, me batendo e pegando no meu pescoço”, disse a jovem, em entrevista à reportagem.

A estudante afirmou ter sido jogada contra a parede e agredida com vários socos no rosto. “Eu tentei reagir e um deles foi segurando no meu pescoço e me jogou contra a parede. Foram vários socos, eu não lembro quantos. Até que conseguiram tirar eles de cima de mim”, relatou a vítima. “Meus amigos ainda tentaram ir para cima deles, mas os seguranças do bar seguraram os meus amigos porque parece que eles (suspeitos) são sócios de lá”.

Conforme o relato da própria vítima, os dois suspeitos receberam ajuda do dono do bar para se esconderem e fugirem do local antes da chegada da Polícia Militar. “Ele (proprietário do estabelecimento) escondeu eles e quando a polícia chegou já tinham fugido. Saíram por outra porta, não sei”, disse a estudante de 24 anos. “É revoltante. Eu fui agredida dentro do bar dele e ele não me deu nenhum amparo. Ele me mandou ir à delegacia, só que não queria polícia ali”.

Os suspeitos fugiram do local em duas motocicletas identificadas com as placas EGN-9491 e FEM-1611. A vítima foi socorrida por amigos e clientes e registrou o crime no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Ela também fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). “Mesmo ferida, eu fui à delegacia fazer o B.O. O cara de lá me deu requerimento e eu fui no IML, mas não consegui na hora porque o médico não estava lá. Mas eu voltei ontem, domingo a tarde, e fiz. Estou só aguardando sair o laudo”, comentou.

O crime foi registrado como lesão corporal dolosa no 19º DIP, mas deve ser transferido para o 8º DIP. Os dois suspeitos não foram identificados pela Polícia Civil. “O caso vai ser transferido para a delegacia da área. Vão fazer audiência e a vítima poderá fazer o reconhecimento dos agressores. Além disso, também podemos requisitar as filmagens (das câmeras de segurança) do local e ouvir os seguranças e testemunhas. Nominalmente eles (suspeitos) não estão no B.O, mas tem as placas das motocicletas deles”, disse o delegado Paulo Benelli.

Acuada e agredida

A jovem vítima do crime ainda está se recuperando dos ferimentos no rosto causados pelos dois suspeitos. Além da agressão física, ela se sente ferida psicologicamente. “Meu rosto está machucado, está inchado. Eu nem saí de casa hoje e nem fui para aula com medo. Eu to me sentindo acuada e mal com a situação. O psicológico fica abalado. Não tenho como me defender de um homem. Se eles fizeram isso num bar, na frente de várias pessoas, imagina o que podem fazer fora dali. Somos mulheres e a gente nunca pensa que vai acontecer isso conosco”.

Bar e suspeitos

A reportagem tentou entrar em contato com o proprietário do Deck Rock Beer através do telefone (92) 98288-XXXX, mas não obteve sucesso. Um dos suspeitos do crime foi identificado nas redes sociais como um empresário da cidade, mas a polícia não confirmou a informação. Mesmo assim, a reportagem tentou contato com ele através de números de telefone comerciais, porém as ligações não foram atendidas.