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Manaus
GREVE

Justiça decide que rodoviários devem manter 70% da frota durante a greve de segunda (22)

Trabalhadores haviam declarado que fariam a “maior greve de todos os tempos”. Justiça estabeleceu ainda multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento 19/01/2018 às 14:38 - Atualizado em 19/01/2018 às 16:44
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Foto: Arquivo/AC
acritica.com Manaus (AM)

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT11) determinou que os rodoviários de Manaus mantenham 70% da frota em horários de pico durante a greve anunciada pela categoria para a próxima segunda-feira (22). Os trabalhadores declararam que fariam a “maior greve de todos os tempos” deixando 70% dos ônibus nas garagens. A multa por hora em caso de descumprimento do sindicato será de R$ 100 mil.

A ação foi suscitada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amazonas (Sinetram) em desfavor dos rodoviários e acatada pela presidente do TRT11, Eleonora Saunier. Nela, a desembargadora destaca que embora os requisitos sobre a comunicação da paralisação tivessem sido atendidos, “não foi apresentado plano relativo à manutenção dos serviços para satisfazer as necessidades inadiáveis da comunidade”.

“Ao contrário, o suscitado (rodoviários) objetiva a paralisação de 70% da frota, sendo certo que os 30% restantes não são capazes de atender a necessidade da sociedade manauara, estando em total descompasso com a jurisprudência deste Regional de manter 70% da frota em funcionamento nos horários de maior necessidade da população”.

Por fim, a desembargadora determina que os trabalhadores cumpram a determinação de 70% dos ônibus em horários de pico e 50% nos demais períodos. Ela acrescenta que a decisão possui força de mandado judicial, ou seja, abre precedentes para apoio policial ou federal.

A reportagem tentou contato com os representantes do Sindicato dos Rodoviários, mas não obteve sucesso.

Greve

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) anunciou para próxima segunda (22) a primeira greve da categoria de 2018. A informação foi dada na quarta-feira (17) pelo presidente do sindicato, Givancir Oliveira. O principal motivo, segundo ele, é o não cumprimento de um acordo para reajuste salarial feito com a Prefeitura de Manaus e com as empresas.  

Segundo Givancir Oliveira, o prefeito Artur Neto (PSDB) fez um acordo verbal com a categoria e com as empresas prometendo reajuste nos salários a partir do dia 1º de janeiro deste ano.

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