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Manaus
JULGAMENTO

Latrocida presa após vídeo de execução ser descoberto será julgada nesta terça (10)

Luciana Ferreira da Silva, a "Bombada", e cúmplices da morte do assaltante Silvio Henrique Batista Sales, ocorrida em julho de 2014. A ação criminosa foi filmada com o celular e as imagens caíram nas mãos de policiais 10/04/2018 às 05:14 - Atualizado em 10/04/2018 às 09:27
Show show bombada
Foto: Arquivo/AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

A latrocida Luciana Ferreira da Silva, conhecida como “Bombada”, Cleiciane Ferreira de Souza, a “Cleice”, e Diogo Carvalho de Santana, o “Luciano”, vão sentar no banco dos réus nesta terça-feira (10) para serem julgados pela execução do assaltante Silvio Henrique Batista Sales, o “Banana Podre”, ocorrido no dia 9 de julho de 2014. O julgamento será presidido pela juíza do 1º Tribunal do Júri, Mirza Telma de Oliveira.

O crime ocorreu sob a ordem do traficante Sebastião Ribeiro Marinho Filho, o “Velho Sabá”. A ação criminosa foi filmada com o celular no momento exato em que, acompanhada do comparsa, Luciana executou o desafeto Banana Podre. As imagens acabaram caindo nas mãos de policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e mostram a frieza da criminosa no momento da execução.

De acordo com a pronúncia assinada pela magistrada, os réus serão julgados pelo crime de homicídio qualificado. Além de terem confessado ter assassinado Banana Podre, eles o mataram por motivo fútil, por vingança e ainda ficaram com o dinheiro, parte que cabia a vítima de um assalto que fizeram.

A prova principal são as imagens que mostram a vítima de joelhos com as mãos na nuca. Luciana segurava uma pistola e o comparsa dois revólveres. Elas mostram, ainda, que por duas vezes Luciana aproximou a arma na cabeça da vítima e esta não disparou. A mulher não desiste e, na terceira tentativa, dispara um tiro e a vítima cai com o rosto ao chão.

O comparsa faz mais três disparos na cabeça do homem. Demonstrando frieza, a mulher confessou o crime e respondeu às perguntas feitas pelos repórteres que estavam na apresentação feita pela polícia.

“Eu matei porque ele já havia me agredido e estava me devendo uma grana da divisão de dinheiro de assaltos”, disse. Momentos depois, longe das câmeras, ela revelou que não estava arrependida de ter matado Banana Podre. O crime ocorreu no ramal Água Branca, na AM-010 (Manaus-Itacoatiara).

Estupro

Luciana disse ainda que Banana devia R$ 3 mil a ela e se negava a pagar. A mulher acusou ainda a vítima de ter estuprado uma menina de 12 anos e que ele merecia morrer por isso. Para matar o desafeto, “Bombada” disse em depoimento que atraiu Banana Podre para a própria morte.

“Eu marquei um encontro com ele no ramal dizendo que tínhamos uma “parada” (assalto) pra fazer. Lá ele foi rendido e morto”, contou. A polícia ainda tenta identificar as outras pessoas que estavam no crime.

FDN

Luciana  estava presa pelo latrocínio do empresário Jailson Teixeira Maciel. O crime ocorreu no condomínio Jardim Europa, na Ponta Negra. Após a prisão, o celular dela foi revistado e o vídeo encontrado. Luciana seria pistoleira da facção Família do Norte (FDN).

Além dela, participaram do crime Carlos Ribeiro Gato, o “Carlinhos”, e Josemar Leite da Conceição, o “Malhado”. Eles foram presos por investigadores da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), localizada no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, como sendo os autores do latrocínio.

O delegado Orlando Amaral, que coordenou as investigações na época, classificou o trio como frio e cruel, e informou que foi Carlinhos quem abriu as portas do condomínio para Luciana e Josimar - a fragilidade da segurança do local facilitou a entrada dos ladrões. De acordo com as investigações, foi Luciana que alugou o carro de uma amiga identificada como Sônia Florentino Litaif, a “Juninho Play”.

Acusações

Carlinhos atribui a autoria do crime à Luciana e Josimar. Estes confessaram que enquanto matavam a vítima, Carlinhos estava no veículo com o motor ligado. A faca usada no crime era da cozinha da vítima. Luciana confessou ter rendido o filho do empresário.

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