Falta de manutenção em lixeiras coletivas e de consciência de moradores no Jardim Petrópolis e comunidade São Sebastião contribui para agravar problema
(Foto: Euzivaldo Queiroz)
O lixo descartado incorretamente em lixeiras viciadas nas ruas do conjunto Jardim Petrópolis e comunidade São Sebastião, na Zona Sul de Manaus, está indo parar dentro do igarapé que passa pela região. Muitos resíduos sólidos também ficam acumulados às margens do igarapé, contribuindo para a proliferação de doenças provocadas por ratos e insetos, entre eles o “temido” Aedes aegypti.
O ajudante de pedreiro Liele de Souza, 44, disse que a maioria das lixeiras coletivas improvisadas na rua Canumã, no São Sebastião, estão velhas e não servem mais para receber lixo. Porém, a população continua colocando seu lixo nelas. Para ele, o ideal seria que fossem colocadas novas estruturas, assim o destino do lixo não seria o igarapé.
Conforme ele, o carro coletor de lixo da prefeitura passa todas as manhãs na rua, o problema é que as pessoas descartam lixo a qualquer hora do dia e, com as fortes chuvas, os resíduos são levados para dentro do igarapé, o que prejudica os próprios moradores da área, além de todos que moram igarapé abaixo. “O lixo não deixa a água passar direito e toda chuva que dá o igarapé transborda”, reclamou.
Petrópolis
Na calçada da avenida Paulo VI, no Jardim Petrópolis, o lixo é descartado no local há muitos anos pelos próprios moradores, de acordo com a aposentada Sebastiana Rodrigues, 62. “As pessoas não têm consciência. Sabem que não podem jogar lixo em igarapé, mas jogam mesmo assim e acaba sendo uma situação muito complicada de se resolver”, disse.
Para a aposentada, faltam ações de sensibilização ambiental. Os moradores de Manaus não contam com o serviço. “Ninguém aqui recebe esse tipo de orientação e acredito que isso acontece em muitos lugares da cidade. Se houvesse uma preocupação maior com relação ao tema seria mais fácil de a pessoa que descarta lixo em qualquer lugar mudar esse hábito”, apontou.
A CRÍTICA entrou em contato com a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), solicitou informações sobre o combate a lixeiras viciadas e a realização de ações de sensibilização nos bairros da cidade, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.