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Médico é indiciado por erros durante cirurgias em Manaus

Carlos Jorge Cury Mansilla estava em outro Estado; pelo menos 15 vítimas denunciaram problemas ocorridos no pós-operatório 27/02/2013 às 21:59
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Cerca de 15 vítimas do cirurgião geral Carlos Cury foram ao 1º Dip denunciá-lo por erro médico e negligência
Kelly Melo Manaus (AM)

O médico Carlos Jorge Cury Mansilla, acusado por pelo menos 15 pacientes de erro médico durante cirurgias plásticas, foi indiciado na tarde desta quarta-feira (27), no 1º Distrito Integrado de Policia (DIP), no Centro. Desde o ano passado, as denúncias contra ele têm se tornado frenquentes, quando uma das vítimas começou a fazer mobilizações contra ele na Internet, via redes sociais.

De acordo com o titular da delegacia, Mariolino Brito, o médico responde por lesão corporal grave, danos estéticos e materiais. Além disso, a prisão preventiva dele chegou a ser decretada, no fim do ano passado, porém, como não estava em Manaus, ele não foi preso e só não chegou a ser considerado foragido porque conseguiu comprovar que estava fora da cidade por motivos de trabalho, já que possui residência médica também no estado de Rondônia. “Esta semana o juiz concedeu o salvo conduto e hoje ele veio aqui para ser ouvido”, explicou o delegado.

Uma das primeiras a denunciar o cirurgião plástico foi a corretora de imóveis Dóris Areal, 51. Em 2010 ela fez plásticas na face e nos seios, além de uma abdominoplastia, mas no dia seguinte, sentiu o estrago. “Eu vi que eu fiquei deformada. Um olho estava mais baixo que o outro, mas ele disse que era a forma como eu tinha reagido a operação”, contou. Além disso, Dóris quase perdeu um dos seios. Só com reparos ela gastou R$ 130 mil, sem contar com os R$ 22 mil que pagou pelos procedimentos.

Com Maria Suanisley Gomes da Silva, 58, o resultado foi fatal. De acordo com o filho da vítima, que pediu para não ter o nome revelado, no hospital onde a mãe foi internada não tinha Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “A cirurgia da minha mãe foi em 2011, mas ela teve complicações no pós-operatório e nem UTI tinha no hospital. Ela começou a apresentar secreções e todos os dias ele tinha que fazer drenagem nela”. Maria morreu em novembro do ano passado.