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Manaus
MASSACRE

Ministério Público vai denunciar à Justiça 213 pessoas pelo massacre no Compaj

Somatória das penas aplicadas a cada um deles equivale a 2.162 anos, incluindo líderes da FDN como “Carnaúba”, “Zé Roberto” e “João Branco” 24/11/2017 às 11:01 - Atualizado em 24/11/2017 às 11:19
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Foto: Reprodução
Vinicius Leal e Joana Queiroz

Dois mil cento e sessenta e dois anos. Este é somatório das penas aplicadas a cada um dos 213 denunciados por envolvimento no massacre do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), ocorrido em 1º de janeiro deste ano e que vitimou 56 pessoas.

Nesta sexta-feira (24), o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) apresenta à Justiça a denúncia criminal contra os 213 envolvidos na chacina, entre eles líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), como Gerson “Carnaúba”, “Zé Roberto da Compensa” e “João Branco”.

Segundo o autor da denúncia, o promotor de justiça Edinaldo Medeiros, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, partiram dos líderes da FDN a ordem para matar de forma cruel os “rivais” deles dentro do Compaj, como integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e estupradores.

O documento de denúncia prestes a chegar à Justiça contém 110 páginas. Lembrando que só o inquérito apresentado pela Polícia Civil ao MP-AM continha mais de 3,5 mil páginas.

“A denúncia revela fatos de barbaridade extrema, com cenas de horror e perversidade que não podem ficar impunes, em nome da lei e da própria natureza humana que foi desvirtuada pelos denunciados, e sob risco de perdermos o controle sobre as organizações criminosas”, disse Edinaldo Medeiros.

Entre os crimes imputados aos 213 denunciados estão homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas; homicídio tentado qualificado por motivo torpe; tortura e vilipêndio de cadáver. Todos também responderão por crime próprio de integrarem organização criminosa.

Conforme o MP-AM, dos 56 mortos no massacre, 26 pessoas foram vítimas de tortura, 46 tiveram os cadáveres vilipendiados e seis pessoas sofreram tentativa de homicídio qualificado, ou seja, sobreviveram.

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