Publicidade
Manaus
POLÍTICA

'O Brasil não precisa de populismo', afirma prefeito João Doria em entrevista na RCC

Prefeito de São Paulo, que quer ser o candidato do PSDB à presidência, fez críticas ao PT, defendeu reformas e se declarou favorável à Zona Franca 09/11/2017 às 12:23 - Atualizado em 09/11/2017 às 12:55
Oswaldo Neto Manaus (AM)

O prefeito de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, João Doria (PSDB), afirmou em entrevista exclusiva na TV A Crítica que “o Brasil não precisa de populismo” e que se considera uma alternativa liberal para o País. A visita à Rede Calderaro de Comunicação faz parte da agenda que o político cumpre em Manaus nesta quinta-feira (9), a qual ainda inclui uma palestra a empresários no Clube do Trabalhador Sesi, na Zona Leste, e uma visita à fábrica da Honda, no Distrito Industrial.

A entrevista foi realizada nos estúdios do programa Manhã no Ar e teve as perguntas feitas pelos jornalistas Adrianne Diniz, André Alves, Dante Graça, Naiandra Amorim e Clayton Pascarelli. Assuntos como economia na Zona Franca de Manaus, pesquisas sobre pré-candidatos à Presidência da República, o modelo de gestão aplicado em São Paulo, privatizações e as reformas trabalhista e da previdência foram respondidos pelo prefeito.


Foto: Euzivaldo Queiroz

Segundo Dória, apesar dos altos índices de desemprego na Zona Franca de Manaus, ele afirma que há um otimismo para a região. “Meu otimismo é fundamentado em dados. Os números mostram que 2017 termina com um crescimento de 0,5% após 3 anos de recessão. A expectativa para 2018 é de 3%, que embora seja animador, é insuficiente. Se seguirmos nessa perspectiva, haverá uma grande retomada de crescimento, geração de empregos e benefícios ao País como um todo, particularmente em Manaus que depende do mercado interno”, declarou.

Sobre o assunto, ele falou que o PSDB se posicionou mal em relação à Zona Franca. “O eleitor quer a manutenção da Zona Franca. Eu venho do setor privado e tenho a percepção da importância dela para o Amazonas. É necessária e manutenção. Para onde vão os 80 mil empregados diretos? E como ficaria a produção que é consumida em todo o País? É preciso ter consciência disso... Não deve haver guerra fiscal. Isso não é oportunismo eleitoral, mas sim um reconhecimento dos valores”.

Pesquisas eleitorais, Lula e Bolsonaro

O pré-candidato falou ainda sobre as pesquisas que apontam o ex-presidente Lula e o deputado Jair Bolsonaro como favoritos à Presidência nas eleições em 2018. Segundo ele, o fortalecimento de Lula e o crescimento da candidatura de Bolsonaro indicam que apenas uma parcela pequena da população está envolvida nas eleições do próximo ano.


Foto: Euzivaldo Queiroz

“Há um longo percurso. A melhor solução não está nem na extrema direita nem na extrema esquerda, e sim numa linha de centro liberal, valorizando o crescimento econômico. O populismo não funciona. No governo passado, 14 milhões ficaram desempregados, foi a pior imagem do Brasil para o mundo. Só na Petrobras roubaram US$ 151 bilhões e não há precedente na história mundial”.

Pré-candidatura de Artur e modelo de gestão

Em entrevista, o prefeito falou ainda sobre a sinalização de Artur Neto, prefeito de Manaus, como pré-candidato à presidência pelo PSDB. Ele afirma não se sentir ameaçado pelo prefeito e destacou a importância do processo democrático dentro do partido. “É um direito que ele (Artur) tem. Muito provavelmente o PSDB fará prévias, o que é absolutamente democrático. Venci prévias em São Paulo, portanto, o prefeito tem toda a legitimidade para disputar as eleições primárias”.

Doria falou ainda sobre o modelo de gestão aplicado em São Paulo, onde atualmente 72% dos secretários vieram da iniciativa privada. Segundo ele, a população se distanciou da classe política porque precisa de menos política e mais qualidade de gestão. “Venho do setor privado e aplico na prefeitura o que aprendi como empresário bem sucedido. Nada contra quem veio da iniciativa pública, mas o nosso nome extrapolou os limites da cidade. Na primeira eleição que disputei tivemos bons resultados em saúde, habitação, transporte, segurança e em políticas públicas”.


Foto: Euzivaldo Queiroz

Reformas trabalhista e da previdência

O empresário também se colocou a favor das reformas trabalhista e da previdência. “A reforma trabalhista não é uma reforma popular, que tem o abraçamento da população e de sindicatos que usufruíram da legislação antiga. A reforma gerará novos empregos e trazer qualidade. É só olhar países em desenvolvimento como Alemanha e Estados Unidos onde políticas semelhantes passaram a vigorar e só beneficiaram os trabalhadores”.

O político completou o discurso afirmando que a reforma da previdência e a mudança no teto da aposentadoria vão garantir a saudabilidade do Brasil para o futuro, além de atrair mais investidores estrangeiros. “Acho absolutamente necessária que reforma aconteça. Dificilmente será completa nesse governo, mas só o fato dela ter sido cogitada pra não voltar à pauta, houve um calmamento dos mercados internacionais, que aguardam ansiosamente. É uma consciência do País de hoje e de amanhã”.

Ao fim da entrevista, João Doria elogiou o formato pensado pelos jornalistas do grupo RCC. "Achei a entrevista muito dinâmica e muito interessante e traz dinamismo e maior qualidade na informação. Uma percepção melhor por parte dos telespectadores. Você tem cinco entrevistadores com visões distintas, mas com o interesse muito focado, melhora a condição do expectador, para que ele tenha a sua própria opinião".

LEIA MAIS

João Doria visita Rede Calderaro e concede entrevista exclusiva à TV A Crítica

Doria desembarca em aeroporto de Manaus para reunião com empresários do AM