Decisão foi tomada durante reunião na Prefeitura de Manaus entre trabalhadores, prefeito e empresas. Categoria quer reajuste de 6,5% para encerrar a greve
((Foto: Jair Araújo))
Pelo menos 70% da frota dos ônibus de Manaus deve estar nas ruas nesta terça-feira, no segundo dia de greve dos rodoviários que atuam na capital amazonense. A definição saiu em reunião realizada na sede da Prefeitura de Manaus entre representantes dos rodoviários, das empresas de ônibus e o prefeito Arthur Virgílio Neto.
Na reunião, que só começou mais de doze horas após a greve ser deflagrada, Arthur ameaçou entrar na Justiça, via Procuradoria Geral do Município, contra os dois sindicatos - o dos trabalhadores e das empresas - caso as partes não entrem em acordo até o final desta quarta-feira.
"Pedirei multa severa para ambos para nós encerrarmos essa interminável disputa. Nós vamos agir contra os dois sindicatos e será assim daqui para frente. Só volto a sentar com eles se for para selar o acordo", afirmou Arthur.
A medida anunciada por Arthur tem pouco efeito prático. Isso porque, na manhã de hoje a Justiça do Trabalho determinou que a multa aos rodoviários subisse de R$ 50 mil para R$ 200 mil por hora de paralisação. E mesmo assim, o movimento paredista foi mantido.
Arthur durante coletiva de imprensa após a reunião nesta terça-feira (29). Foto: Alessandra Reis
"Em respeito ao prefeito, vamos manter 70% da frota rodando. Porque o Sinetram agiu de maneira covarde. Está muito claro que não querem negociar", afirmou o presidente do sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira.
A revolta do sindicalista com o Sinetram é porque o sindicato das empresas abandonou a reunião quinze minutos após o seu início. A exigência dos rodoviários é por um reajuste de 6,5% e, segundo Givancir, a greve só termina quando este índice for concedido.
Outra reclamação dos trabalhadores do transporte coletivo é o não pagamento do rejuste de 3,5% do ano de 2017. “Esse percentual, mesmo sendo discutido, não tem como compor com quem não quer sentar para discutir. O problema é que há mais de cinco anos os rodoviários não têm um ganho real. Inclusive questões retroativas que já foram determinadas não estão sendo pagas pelos empresários. São mais de 8 mil trabalhadores”, destacou o advogado dos rodoviários, Orlando Botelho.
A reportagem procurou o Sinetram e aguarda posicionamento.