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Opinião

Seca severa e arboviroses em alta no Amazonas

As duas situações – seca severa e arboviroses – provocam situação de preocupação e, para algumas famílias, de pânico diante da dificuldade de verem atendidas em tempo hábil as suas demandas

Publicado em 27/07/2024 às 08h16
Seca severa e arboviroses em alta no Amazonas
Foto: Leonardo Capeleto/Divulgação

A área sob seca grave no Amazonas passou de 28% para 37%. É o que revelam os indicadores do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), divulgados no dia 24 de julho.

De acordo com o serviço de monitoramento, o Estado está sob condição de seca severa desde março e é o mais afetado em todo o território nacional desde junho.

São 20 municípios diretamente atingidos pela situação e, a cada dia, o cenário é de maior dificuldade para a maioria dos habitantes das cidades amazonenses. Mesmo em capital, na região da Manaus Moderna, já é possível perceber sinais da seca tanto pelas informações que chegam aos trabalhadores da área, barqueiros, canoeiros e pessoas que vão e vêm a esses locais.

Os relatos feitos têm em comum os trechos secos e os impactos na vida dos moradores, na gestão dos serviços, nos setores de saúde, educação e na economia local.

O Informe Epidemiológico, da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas “Dra. Rosemary Costa Pinto” (FVS-RCP), mostra que no período de 1° de janeiro a 25 de julho, as notificações de casos suspeitos de arboviroses somaram 30.715 dos quais 5.593 confirmados para dengue, 15 à chikungunya, 63 – zika. Por critério laboratorial, são 3.177 casos de febre Oropouche, 124 de febre do Mayaro.

Os municípios do Amazonas com maior quantidade de casos notificados para arboviroses nos últimos 30 dias são: Tefé (155), Manaus (130), Jutaí (60), Tabatinga (49), Manacapuru (32), Japurá (30), Guajará (21), Tapauá (15), Envira (11), Humaitá (11) e Iranduba (8).

As duas situações – seca severa e arboviroses – provocam situação de preocupação e, para algumas famílias, de pânico diante da dificuldade de verem atendidas em tempo hábil as suas demandas. Os que já estão vivendo sob a seca severa, adquirir o alimento, garantir a higiene corporal e a limpeza de casa exigem exercícios mais difíceis.

Com as doenças presentes e as condições diárias de temperatura elevada, esse grupo de pessoas vivencia transtornos e, por falta de alcance efetivo da ação governamental, seu sofrimento é invisível.

Às prefeituras cabe o trabalho de perceber essas populações e os dramas porque passam, aos coletivos sociais reivindicar atenção a fim de que as parcerias sejam consolidadas e se faça presente nessas comunidades.