Acusado de chefiar esquema de desvios na saúde vai dividir cela com Adail Pinheiro
Mouhamad Moustafa está preso no Centro de Detenção Provisória Masculino, mas defesa quer transferi-lo porque ele possui formação superior. Ele é acusado de chefiar esquema desmantelado na "Maus Caminhos"
Acusado de comandar um esquema de desvio de dinheiro na saúde pública que chega aos R$ 110 milhões um esquema de desvio de dinheiro na saúde pública que chega aos R$ 110 milhões , o médico Mouhamad Moustafa deve ser transferido até sexta-feira para o Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar. A informação foi confirmada pelo comandante do CPE, coronel Cleitman Ribeiro. Atualmente, segundo advogados, o médico está preso no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), e a defesa afirma que Moustafa tem direito a uma cela especial pelo fato do médico possuir formação em curso superior.
De acordo com o comandante do CPE, a transferência do suspeito será realizada até a manhã desta sexta-feira. Ele deve dividir a mesma cela com o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, acusado de envolvimento em um esquema de exploração infanto-juvenil. “Eu só tenho duas celas no CPE, e uma está ocupada por um psicopata da FDN (Família do Norte). Não posso colocar um médico com um psicopata, ou um ex-prefeito com um psicopata na mesma cela. Essa troca, inclusive, está acontecendo contra a nossa vontade, pois não temos estrutura pra isso, porém vamos cumprir essa determinação da Justiça”, declarou o comandante.
Segundo o advogado de Mouhamad, Mauro Martins, o pedido de transferência foi deferido pela Justiça no dia 5 de outubro. “Ele tem esse direito como qualquer pessoa que tem curso superior. Ele tem direito a uma cela especial. Como ele está sob a custódia do Estado, não temos uma data certa para a transferência dele”, disse o advogado.
Moustafa é apontado como chefe da organização criminosa, desmantelada no mês passado durante a Operação Maus Caminhos. Segundo a Polícia Federal, o médico aumentou em 35 vezes seu patrimônio o médico aumentou em 35 vezes seu patrimônio desviando dinheiro público durante quatro anos. O dinheiro era usado para adquirir bens de alto padrão, como avião a jato, veículos importados e imóveis de luxo.
A reportagem tentou contato com o superintendente da Polícia Federal do Amazonas, Marcelo Rezende, mas ele disse que não iria se pronunciar sobre o caso.