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A Crítica
Manaus

Para escapar do sol e chuva, moradores do Monte das Oliveiras improvisam abrigo em ponto de ônibus

Abrigo 'oficial' foi demolido após disputa judicial vencida por um morador do local e nunca mais foi reconstruído

Publicado em 06/03/2024 às 19h24
Para escapar do sol e chuva, moradores do Monte das Oliveiras improvisam abrigo em ponto de ônibus
Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA

Os usuários do transporte coletivo que moram e trabalham nas redondezas da avenida Sumaúma, no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte da cidade, aguardam o ônibus sem qualquer tipo de abrigo para proteção do sol ou da chuva. Após denúncia, a reportagem compareceu nesta quarta-feira (6) no lugar e constatou que além da ausência de qualquer estrutura de proteção, a placa que indica o ponto de ônibus está escondida. 


Até mesmo o sinal de parada de ônibus fica escondido no local (Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)

“Quando chove não tem onde se abrigar, tem que correr para o outro lado (da rua) e se abrigar naquela outra parada. É muito ruim. A prefeitura tem que fazer uma parada. Passo por essa situação desde quando tiraram a parada”, declarou o vigilante Antônio Rodrigues, que aguardava o ônibus da linha 443 para chegar ao Terminal 3 (T3) e seguir viagem até o trabalho no Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes, na zona Centro-Oeste da cidade. 


Antônio Rodrigues relatou a agenda constante dos usuários de ônibus do local: em caso de chuva, atravessar a rua para o abrigo improvisado (Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)

Parada foi demolida

O industriário Renacir Ferreira da Silva explicou para a reportagem que a própria Prefeitura de Manaus demoliu o ponto de ônibus em agosto passado, após ele conquistar na Justiça o direito de construir no terreno no espaço onde o abrigo ficava.

“Eu não demoli, foi a prefeitura. Eles disseram que iam retirar o ponto e construir o abrigo em outro lugar”, explicou. Nenhum abrigo até agora foi construído e a placa de ônibus está escondida no poste.

O único abrigo disponível no lugar fica do outro lado da rua feito de madeira e telhado de alumínio, e segundo relatos, foi construída pelos próprios moradores.

“É difícil aqui. Quando chove molha tudo. Nessa época de sol fica difícil também, além disse os ônibus demoram bastante”, pontou a camareira Lourdes da Cruz, moradora da localidade, que aguardava o ônibus da linha 315 para ir até o trabalho em uma pousada nas proximidades.

O ferramenteiro Arthur César declarou que sempre fica no sol toda vez que precisa pegar ônibus. “Essa aqui é improvisada dos mototáxis. Os próprios moradores que fizeram. Aqui não tem onde se esconder, principalmente do outro lado (da rua), que vai para o Centro. Eu pego o 446 ou 443 que eu vou no supermercado. Quando é para eu ir no Centro fico no sol porque o ponto de ônibus não tem abrigo”, disse.


Dependendo da rota que for pegar, o ferramenteiro Arthur César pode enfrentar diretamente as adversidades do clima manauara (Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)

A reportagem procurou a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) que respondeu que a questão é de responsabilidade do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). O IMMU foi procurado, mas até o fechamento desta matéria não retornou com as respostas. O acritica.com aguarda o posicionamento do órgão.