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A Crítica
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Pela primeira vez em décadas, Amazonas tem plano de desenvolvimento sustentável

O documento conta com ações estratégicas para a decentralização e desburocratização da economia a curto, médio e longo prazo; principais demandas dos setores econômicos foram acolhidas

Publicado em 31/12/2022 às 12h37
Pela primeira vez em décadas, Amazonas tem plano de desenvolvimento sustentável
Foto: Giilson Melo

Após quase 20 anos de apagão estratégico, o Amazonas passa a contar com um Plano de Diretrizes e Estratégias para o Desenvolvimento Econômico Sustentável. O projeto foi apresentado na manhã desta sexta-feira (30) na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), zona Sul de Manaus.

O evento contou com a presença com representantes de diversos setores econômicos do estado que destacaram a importância do documento que guiará os objetivos de desenvolvimento do estado a curto, médio e longo prazo. O foco, de acordo com o titular da Sedecti, Angelus Figueira, é o estimular o potencial da economia do interior descentralizando a as atividades que na atualizada estão concentradas em Manaus.

As principais demandas dos empresários, como o zoneamento econômico e ecológico, estão contidas no plano que foi discutido por mais de três meses entre as autoridades públicas e privadas. No projeto estão descritas ações estruturantes, bem como a desburocratização de serviços essenciais para a realização de atividades empresariais e qualificação profissional.

Durante fala, Angelus destacou que o documento é aberto a críticas e pode ser modificado de acordo com a necessidade de cada setor. Essa é uma das primeiras ações a serem exploradas no novo mandato do governador reeleito Wilson Lima (UB).

“Isso mostra a determinação do governador no sentido de inovação, no sentido de construção. Isso não acontecia desde o governo militar. É um traço forte de mudança no sentido de aproveitar os nossos potenciais”, declarou o secretário.

Figueira elencou como os principais pilares do plano, o manejo florestal com decreto recém aprovado pelo governador. Somente neste nicho a perspectiva, segundo o secretário, é trabalhar com 32 milhões de hectares para, dessa forma, assegurar a cobertura vegetal e ao mesmo passo gerar empregos no interior. 

“Isso pode gerar, não apenas do ponto de vista da economia, mas do ponto de vista social uma mudança muito grande no estado do Amazonas”, disse. 
Bioeconomia, agricultura familiar, turismo, turismo pesca e a mineração também são destaques no projeto. Além da exploração do potássio, a regulamentação do garimpo que atualmente é realizado de maneira ilegal, deve ser realizada. Para Angelus, essa organização do Estado, permitirá uma governança sobre a prática.

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