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A Crítica
Opinião

AS CRIANÇAS E A BARBÁRIE DA GUERRA

Unicef alertou que, desde março, 600 crianças foram mortas no Líbano por ataques das forças de Israel

Publicado em 11/04/2026 às 08h13
AS CRIANÇAS E A BARBÁRIE DA GUERRA
Foto: AFP

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou na sexta-feira (10) para a grave situação das crianças e mulheres no Líbano. Desde março, de acordo com a agência internacional, 600 crianças foram mortas vítimas dos ataques do governo de Israel.

O Unicef estima que um milhão de pessoas, das quais 400 mil crianças, foram deslocadas e outras tantas obrigadas a fugir várias vezes. Enquanto líderes envolvidos com a guerra publicam frases sarcásticas, ironizam as condições de países atingidos pela guerra e desfilam discursos triunfalistas, a matança de crianças e de mulheres segue em escalada. São números que embora apresentados pela mídia, não conseguem ecoar e ter importância global para mudar o estado de barbárie.

O que vivem as crianças dessa região, a dor deixada pelos milhares que foram mortas, a agonia sem fim de tantas famílias, não pesam ou são ignoradas pelos governos que promovem as guerras. A forma como esses líderes mundiais conduzem as suas ações não dizem mais respeito a um bloco de países ou a uma região. Ela afeta a todos diretamente.

No Brasil, o que mais se evidencia é o caráter econômico-financeiro e, neste aspecto, é possível listar os efeitos no cotidiano dos brasileiros: elevação no preço dos combustíveis, especulação em larga escala e, no Amazonas, o preço do gás de cozinha volta a submeter uma parcela de famílias a conviver com a escassez do produto ou a falta de condições de bancar o valor ora cobrado, em alguns municípios, a botija de gás custa R$ 190,00. Os alimentos também foram envolvidos nos negócios da guerra.

Os mais pobres são os mais atingidos porque se antes conseguiam comprar alimentos, o gás e produtos de higiene pessoal, endividados e diante da avalanche de reajuste dos preços, veem aumentar suas privações. Nessa condição, a sensação de sofrimento e de tristeza se tornam mais reais e diárias.

A guerra faz mal a maioria da sociedade global. Mata pessoas que deveriam ser protegidas pelo estado, em todo o mundo, como crianças e mulheres, espalha sofrimento, angústia e medo tanto no médio Oriente quanto na América Latina, no Brasil, no Amazonas.