Wilson diz que não vai ‘fatiar’ secretariado
O governador eleito Wilson Lima (PSC) afirmou ontem que a votação estrondosa que recebeu – mais de 1 milhão de votos, a maior que um candidato ao Executivo já obteve – “é a prova da força popular” e sustentou que, por esse motivo, não se sente obrigado a “fatiar” secretarias com qualquer partido ou grupo econômico. “Vai ser qualificado”, foi a única promessa que ele fez sobre o primeiro escalão do seu governo, deixando em suspense nomes e a data em que fará o anúncio.
Influentes
Wilson admitiu que o deputado estadual Luiz Castro (Rede) terá influência no governo, assim como o defensor público e vice Carlos Alberto (PRTB), mas não prometeu que os dois serão secretários. “Ele vão ajudar”, comentou.
Sacrifício
O governador eleito do Amazonas ainda comentou que a campanha eleitoral foi “dolorosa”, especialmente pelos ataques à sua família. “O problema não foi me atacar, foi atingir minha família. Isso deixou marcas na minha alma”.
Anzol
Sobre as fake news distribuídas contra ele por meio de blogs e sites alinhados com a campanha do governador Amazonino Mendes (PDT) e via rede social, Wilson Lima sustentou que a resposta veio do próprio eleitor. “A população disse ‘chega!’”.
Coincidência
Candidato ao governo mais votado da história do Amazonas, Wilson Lima é o 20º governador eleito pelo voto direto. O número de urna do candidato era 20.
Visão
Na avaliação de Carlos Almeida, a “cegueira” de Amazonino Mendes sobre o novo contexto político que o Brasil vive foi um dos fatores que colaboraram com a vitória da chapa PSC/Rede/PRTB.
Leitura
“Houve uma miopia dos demais candidatos sobre o sentimento da população, especialmente nosso adversário no 2º turno, o que mostra sua desconexão com a realidade”, comentou Carlos Almeida. Sobre a possibilidade de ser secretário, respondeu: “Há tempo para tudo. Nosso tempo até agora era buscar vencer”.
Revolta
Almeida revelou ter ficado “injuriado” com a exploração da ação que envolve mortos do Compaj e classificou de “ridícula” a acusação de que estava “protegendo bandidos”. Ele lembrou que tem 1.400 trabalhos coletivos ativos. “Deturparam a verdade”.
Confuso
Em crítica a Amazonino, membros da base do governo e prefeitos dizem que ficaram sem entender a estratégia do candidato à reeleição. Ele queria apoio, mas ao mesmo tempo manteve distância. Alguns prefeitos receberam a promessa de ter estrutura para tocar a campanha – e estão esperando até agora.
Vexame
Além do apelo da população do Amazonas pelo “novo”, a campanha ultrapassada conduzida pelo marqueteiro Marcos Martinelli, que repetiu o slogan usado na eleição suplementar, é tratada no meio político
como um “fracasso”.
Pé frio
Candidata a vice na chapa de Amazonino, a ex-deputada federal Rebecca Garcia (PP) virou motivo de piada entre os políticos. Foi apelidada de “Rebecca Jagger”.
Histórico
Rebecca já havia sido candidata a vice de Eduardo Braga (MDB), em 2014, que perdeu a eleição. Ela também disputou a eleição suplementar do ano passado.