Caprichoso vai às ruas de Parintins no tradicional Boi de Rua
Grande festa está marcada para começar às 19h, com concentração no curral Zeca Xibelão
Parintins (AM) – A nação azulada tomará as ruas de Parintins neste sábado (24), para celebrar uma das manifestações mais tradicionais do Boi-Bumbá Caprichoso: o Boi de Rua. A grande festa, que reúne milhares de torcedores apaixonados pelo Touro Negro, retoma a tradição da antiga brincadeira, que começou lá nos idos de 1980. O ACRITICA.COM vai acompanhar todo o percurso.
A concentração será no Curral Zeca Xibelão, a partir das 19h. De lá, o povo azulado segue pelas ruas Gomes de Castro, avenida Amazonas, rua Cordovil, avenida Nações Unidas e rua Marujada, rumo ao Anfiteatro Silas Marçal (Praça do Boi), para a esperada apoteose (ver mapa abaixo).

(Divulgação)
“O Boi de Rua é uma atividade que remete o início do que foi a criação da brincadeira, né? A brincadeira que começou de fato nas ruas, com esse movimento de saída do boi, onde ele dançava na frente da casa das pessoas da cidade, de algumas pessoas conhecidas, com as famílias tradicionais da cidade. E era uma brincadeira do povo, que saia na rua, em festa, cantando, tocando tambor, e, hoje, é uma das coisas mais fortes na tradição, que a gente preserva e executa a cada ano. E hoje de uma forma muito mais organizada, né? mais moderna, a gente já inclui essa parte sonora de trio elétrico, essas coisas. Ele ganhou uma nova roupagem, mas é um evento que remete a criação da brincadeira do boi bumbá”, destaca William Muniz, diretor de eventos do boi Caprichoso.
“Em resumo, o Boi de Rua é o que há de mais tradicional dentro do boi. Ele faz essa alusão a toda essa história, todo esse movimento do passado, do que foi a criação do festival”, complementa.
Para compreender o significado…
No mês de junho, uma multidão de torcedores azul e branco tomam conta das ruas da Francesa e do centro da cidade de Parintins, como uma forma de demarcar o território do bumbá Caprichoso. Isso, deste a década de 1980.
Passados algumas décadas, o sentido é o mesmo, apesar de algumas transformações: de retomar antigas brincadeiras, de ir às casas das pessoas, nos terreiros e quintais, levando, claro, não somente o Touro Negro, mas os cavalinhos da vaqueirada e todo o que envolve o bumbá. Tudo embalado pela Marujada de Guerra e por um trio elétrico, que faz a festa adentrar a madrugada.