Juros elevados travam o crescimento do varejo
Resultado tímido do setor do comércio é explicado pela alta taxa de juros que dificulta a tomada de crédito por empresas e pessoas
O varejo no Amazonas caiu uma posição no ranking de vendas do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados essa semana. No mês de abril, o setor registrou uma queda de 1,1% em comparação ao mês de março. No acumulado do ano o crescimento é de 3,9%. A manutenção da taxa de juros, em 13,75%, pode explicar a situação que reflete também em outras unidades federativas.
Na média entre todos os estados, mesmo com a queda no comparativo dos meses, o Amazonas teve uma alta de 0,5%. No índice de volume de vendas, o varejo amazonense ocupa a décima segunda posição do ranking nacional, com um crescimento de 0,6%.
“Pelo segundo mês seguido o volume de vendas do comércio amazonense teve crescimento. Embora a taxa tenha sido pequena, é significativa. Principalmente levando em conta que está bem acima da média nacional. E, também pelo fato de que onze unidades da federação apresentaram quedas no mês de abril”, declarou Adjalma Jacques, disseminador de informações do IBGE.
Os três estados com as piores colocações foram o Espírito Santo (-4,3%), seguido pelo Amapá (-1,2%) e pelo Paraná (-1,1%). Já os estados mais bem posicionados foram a Paraíba (3,6%), Pernambuco (2,3%) e o Distrito Federal (2,0%).
Com uma variação acumulada de 3,9% no ano, o estado caiu uma posição no ranking nacional em abril, número muito superior aos estados que ficaram na última colocação como Rio de Janeiro (-1,2%), Rio Grande do Norte (-0,8%) e Distrito Federal (-0,5%). No índice de receita total e volume de vendas do comércio varejista, o estado apresentou uma redução significativa em relação ao ano passado. Se comparada a abril do ano passado, a variação foi de 4%, enquanto em 2022 essa variação foi de 7,5%.
“Na comparação com abril de 2022, o aumento foi consistente, indicando que o desempenho desse ano foi melhor que do ano passado. O que possibilitou manter o acumulado de crescimento em 2023”, reforçou Adjalma.
No acumulado do ano, o índice registrou uma variação de 6,1%. No entanto, no ano passado, essa variação na receita total e volume de vendas no comércio foi de 17,1%. No período de 12 meses até abril de 2023, a variação acumulada foi de 5,3% no índice de variação nominal e volume de vendas da receita nominal. Em 2022, esse percentual foi maior, atingindo 11,5%, com uma diferença de 6,2 pontos percentuais.
Em abril, no Amazonas, a variação acumulada no ano no índice de variação da receita total e volume de vendas no comércio varejista foi de 6,1%, colocando o estado em uma posição intermediária entre as unidades da federação.
*com informações da assessoria.