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A Crítica
Manaus

Encontro de Fuscas e Carros Antigos acontece na Ponta Negra

6ª edição do evento, realizado pelo Fusca Clube de Manaus, vai até às 22h deste domingo. Para a alegria da criançada, a chegada do Papai Noel acontece às 19h30

Publicado em 19/12/2021 às 23h01 · Atualizado em 08/03/2022 às 20h12
Encontro de Fuscas e Carros Antigos acontece na Ponta Negra
Foto: Iago Albuquerque

Um dia especial para os apaixonados por carros de época. Neste domingo (19), acontece a 6ª edição do Encontro de Fuscas e Carros Antigos, um evento realizado pelo Fusca Clube de Manaus, que após um ano sem ser realizado, retorna com a exibição de pelo menos 200 carros antigos, de diferentes modelos, expostos no estacionamento em frente ao anfiteatro da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus. O evento começou às 16h, mas ainda dá tempo de prestigiar a exposição, que vai até às 22h, com toda a família. E, de quebra, acompanhar a chegada do Papai Noel, que também marcará presença às 19h30, para a alegria da criançada.

Essa é a terceira vez que a Ponta Negra é palco da exposição de carros antigos. Segundo o presidente do Fusca Clube de Manaus, Climário Cabral Filho, a volta do evento, após um ano parado, traz muitas expectativas para todos.

“A nossa expectativa é muito boa, porque nós passamos um ano, realmente, sem o evento, pois, não podia aglomerar, e você percebe que as pessoas têm vontade de chegar e botar seus carros aqui. A nossa estimativa é em torno de 200 carros, contando com tudo, com todos os que vêm participar. A gente escolhe a Ponta Negra, como encerramento, do último do ano, porque é o lugar que já tá com decoração de Natal, já tem tudo a ver com o Natal”.

Por falar em Natal, Climário conta ainda que já está tudo preparado para a chegada do bom velhinho, às 19h30. O Fusca conversível vermelho que, inclusive, pertence a Climário, hoje será todo do Papai Noel. “A gente faz o encerramento, como se fosse o último [evento] do ano, com a chegada do Papai Noel. Logo mais ele vai tá aqui, às 19h30, está vindo numa carreata com os fuscas, e vai adentrar o evento”, revela.

Fusca 70 e Corcel 75

Carlos Araújo é funcionário público e um verdadeiro amante de carros de época. Ele já participa dos eventos há dois anos – com seu fusca 1970 e o Corcel 1975 – e conta que é um sonho de criança realizado. “A gente costuma dizer que os homens são meninos grandes, né!? Aí os brinquedos que a gente tinha quando era criança, a gente quer ter quando é grande, e fica fazendo a mesma coisa. Isso pra nós é uma brincadeira, é uma diversão”.

Carlos também chama atenção para como o evento toma forma. “A turma tem se organizado, eu penso que de uns 10 anos pra cá, antes disso eu não ouvia falar de exposição de carros antigos. E isso aqui, assim, ninguém paga nada, não tem nenhum clube que você tem que se filiar pagando nada. É tudo por whatsapp, a gente combina, e todo mundo vem”, comenta.

Opala 74

O designer Paolo Cruz também marca presença no evento com um Opala especial 1974. Ele foi acompanhado do filho, que ainda é criança, mas já segue os passos do pai.

“É engrandecedor participar de um evento com os carros antigos de Manaus, para manter viva a cultura do automóvel, a cultura do carro antigo aqui. A gente realiza esse tipo de evento desde 2003, na fundação do primeiro Clube do Fusca do Amazonas, 2004 com a fundação do Clube do Opala, e na sequência a fundação do Clube do Carro Antigo do Amazonas. Hoje eu tô com o meu filho aqui, o Pedrinho, ele é um apaixonado por carros, dei sorte né!? De o meu filho também gostar. [Pedrinho] cultua o carro antigo também, principalmente, gosta de mecânica, de corrida”, pontua Paolo.

Essa, possivelmente, será a última vez que o Opala Especial 74 estará em uma exposição em Manaus, o carro que pertenceu à mesma família, desde os 0 km, foi vendido. “Foi fechado negócio na sexta-feira, pra o Daniel Guerra, que é do site ‘Tudo Para Opala’. Ele se interessou pelo carro, e não tem como não se interessar, pois, é um carro que tá em condições excepcionais de conservação, um carro histórico, e a gente já arrumou tudo pra embarcar ele na segunda-feira para São Paulo”.

Brasília 80

A Brasília Cinza 1980 do supervisor de vendas Igor Maciel, que faz parte do grupo Caixa Baixa, também faz parte da exposição. “Pra mim é um hobby muito gostoso, pois, além da gente sentar e confraternizar com os amigos, a gente troca figurinhas com peças, de como restaurar carros da melhor maneira possível. E assim, acaba que além da amizade, vira uma segunda família, porque a gente vai restaurando os carros, passando perrengue juntos. A gente já trocou muita figurinha com guincho, pois no começo, nem tudo são flores. O maior reconhecimento da gente, é a pessoa tirar foto do nosso carro, mesmo a gente não ganhando nada, isso pra gente já é muito significante”, destaca.

“Eu tava na casa do meu pai, num sábado, a gente tava assistindo TV juntos, e ele falou que o pai de um amigo dele tava vendendo uma Brasília que tava parada numa garagem há muito tempo. Domingo de manhã eu fui lá, e já saí andando com o carro. A Brasília tava toda podre, tinham várias coisas pra fazer. A gente chegou em casa, o primeiro impacto foi assim ‘Por que você comprou esse lixo’ né!? E hoje em dia é ‘Caramba! É uma relíquia!'”.