Manaus sáb, 17 out
A Crítica
Geral

Programas de saúde indígena no Estado do Amazonas estão ameaçados

Trabalhos poderão sofrer descontinuidade caso haja mudança na gestão do Distrito Sanitário Especial de Manaus, alega indígenas e funcionários do Dsei

Publicado em 01/10/2016 às 09h00 · Atualizado em 11/03/2022 às 22h51
Programas de saúde indígena no Estado do Amazonas estão ameaçados

Os programas de saúde indígena desenvolvidos pelo Distrito Sanitário Especial de Manaus (Dsei) vão parar caso haja mudança na gestão da instituição. É o que advertem lideranças indígenas, caciques, profissionais dos polos bases e representantes do Sindicato dos Profissionais de Saúde Indígena do Amazonas. Nesta sexta-feira (30), eles promoveram uma manifestação em prol da permanência da atual gestora do Dsei Manaus, Adaciline Magalhães Rodrigues, na função.

A representante dos dentistas do Dsei Manaus, Elbi Lemos, disse que os atendimentos da unidade deram um enorme salto graças à atuação e empenho da atual gestora. “Antes nós não tínhamos estrutura para realizar os atendimentos nas aldeias, neste sábado (1º), em cada polo há consultórios médicos e os profissionais foram capacitados para acompanhar esse público nas próprias regiões onde mora. Nós não vemos motivos para essa troca de gestão, por isso somos contra”, afirmou.

O gestor da Casa de Saúde e Apoio aos Indígenas (Casai), Severo Mateus Ganenha, também destacou os avanços na área de atendimentos na capital. “Ampliamos nossa estrutura física, nossos serviços e qualificamos nossos servidores. Hoje atendemos uma média de 300 indígenas por mês, demanda de todos os Dsei do Amazonas, além de Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC), em razão do atendimento de alta complexidade que disponibilizamos”, declarou.

O vice-presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) Manaus, Zé Almir, disse que a base precisa ser consultada antes de qualquer mudança para poder dar sua opinião. “O Condisi é quem avalia e aprova os trabalhos do Dsei. Nós fazemos o controle social. Precisamos ser consultados. Mas eles têm esse costume de fazer a troca de gestores sem a gente saber. Quando a gente pensa que não, já aconteceu. Não vamos aceitar isso agora porque vem sendo feito um bom trabalho”.

O principal temor dos manifestantes é que, caso Adaciline seja substituída, todo o trabalho iniciado por ela junto aos indígenas no Amazonas, seja perdido.

Leia também

Voltar para Geral