Novo rumo para o Amazonas
A aprovação da nova lei do gás proposta pelo governo do Estado representa um passo importantíssimo rumo ao fortalecimento da economia amazonense. A nova lei estabelece novo marco legal para o serviço de distribuição e comercialização de gás natural no estado, viabiliza a participação de empresas privadas e abre a possibilidade de dinamização do setor.
Com a iniciativa, o governo do Estado moderniza a gestão do gás natural no Amazonas, fortalecendo as bases jurídicas para a exploração sustentável dessa que é uma das maiores riquezas minerais do nosso Estado. Um dos principais avanços é o fim do monopólio em torno do insumo, abrindo o mercado local de gás para grandes investidores, o que deve dinamizar o mercado e proporcionar a geração de empregos em pelo menos 20 municípios amazonenses. A nova lei também abre o mercado para as demais modalidades de distribuição, como o transporte fluvial e rodoviário.
Esse passo é de extrema importância para a economia do Amazonas. Muito se tem falado nas últimas décadas sobre a necessidade de diversificar a economia do Estado com base em nossas próprias riquezas, como a biodiversidade, piscicultura e recursos minerais. O Amazonas detém a maior reserva provada de gás natural em terra do Brasil, um potencial gigantesco que só começou a ser explorado de verdade, ainda que timidamente, na primeira década deste século, com o início das operações do gasoduto Urucu-Coari-Manaus.
Agora, a nova lei viabiliza ao Estado a entrada no programa Novo Mercado do Gás, dos ministérios de Minas e Energia e da Economia. A iniciativa visa construir um mercado de gás mais dinâmico e competitivo, com participação de players de classe mundial e investimento compatível com a gigante reserva amazonense. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que o Estado pode gerar quase 50 mil empregos relacionados à cadeia produtiva do gás nos próximos dez anos. Isso equivale à metade dos postos de trabalho gerados pelas fábricas da Zona Franca de Manaus.
O Amazonas está diante de uma alternativa factível para fortalecer a base da própria economia, mas é apenas o início da caminhada. Os próximos anos devem ser de muito trabalho, com atração de investimentos e consolidação do mercado.