Amazonas pronto para voar
A retomada dos voos regulares da Azul Linhas Aéreas no município de Parintins é um passo relevante rumo ao restabelecimento da normalidade nas esferas econômica e social, em meio ao aparente arrefecimento da crise sanitária. Desde a última segunda-feira, Parintins conta com quatro voos semanais para Manaus, conectando a capital dos bumbás com o Brasil e o mundo. Como não poderia deixar de ser, rigorosos protocolos sanitários foram adotados para garantir a segurança de todos. Os voos vêm sendo operados com modernos jatos Embraer, com capacidade para 118 passageiros.
A retomada da rota tem um significado especial para Parintins, um dos municípios do Amazonas mais afetados pelos efeitos econômicos da pandemia de covid-19, uma vez que tem no turismo uma de suas principais fontes de receita, muito em função do Festival Folclórico, evento que já não é realizado desde o ano passado. E o Amazonas pode esperar por mais boas notícias. A retomada do voo para Parintins é apenas o primeiro passo do projeto de expansão das operações da Azul na região Norte. Ainda no segundo semestre, a companhia pretende instalar oito novas bases, além de reativar as operações em Coari, Lábrea e Maués.
Para o Amazonas, de modo geral, a volta da Azul é mais um indicativo concreto de que o modal aéreo encontra um clima extremamente favorável para decolar no Estado. Recentemente, o governador Wilson Lima assinou protocolo de intenções com o presidente da Infraero, Paes de Barros, visando a construção ou reforma de 13 aeroportos no Estado. O projeto ataca um dos principais gargalos do transporte aéreo no Amazonas: a precária infraestrutura dos aeródromos, que chegou a inviabilizar as operações regulares em muitos municípios.
A solução definitiva desse obstáculo é um dos requisitos para que o Estado seja inserido nos grandes roteiros globais de turismo com o destaque que merece. A pandemia vai passar, o turismo vai continuar, e a Amazônia, com toda sua exuberância natural, tem tudo para finalmente ver esse potencial convertido em atividade econômica sustentável, beneficiando, principalmente, os próprios amazônidas. O voo inaugural da nova rota da Azul, realizado na segunda-feira, pode ser o marco inicial dessa virada.