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A Crítica
Opinião

Economia brasileira dá sinais de recuperação

O mercado aguarda com preocupação a definição dos principais nomes de ministérios estratégicos para a economia

Publicado em 03/12/2022 às 09h50
Economia brasileira dá sinais de recuperação
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Novamente a economia brasileira dá sinais de recuperação após os impactos da pandemia de covid-19 e do cenário externo turbulento. No terceiro trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do País variou 0,4%, com desempenho positivo em quase todos os setores avaliados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor de serviços, que abrange aproximadamente 70% da economia nacional, foi o que mais avançou: 1,1%. Os dados se revestem de significado ainda mais especial quando se observa que o PIB atinge o maior patamar da série histórica, que começou há 26 anos. Além disso, o PIB brasileiro se posiciona 4,5% acima do patamar registrado no período imediatamente anterior à crise sanitária, o que indica um franco movimento de recuperação. Sem dúvida, algo a se comemorar e que alimenta o otimismo de trabalhadores, empreendedores e gestores públicos. 

No entanto, há um aspecto negativo que preocupa: o comércio variou negativamente 0,1% no terceiro trimestre. O setor, que representa relevante parcela do PIB, não tem reagido como se esperava, o que acende o sinal amarelo no novo governo que assumirá as rédeas do País a partir de janeiro. O resultado do comércio deve melhorar nos últimos trimestres do ano, sobretudo nos dois últimos em função do aquecimento que historicamente se observa em face da Copa do Mundo de Futebol e da injeção de recursos provenientes do 13º salário. 

Esse movimento já se reflete no índice de consumo das famílias, que aumentou 1% no terceiro trimestre, turbinado por auxílios governamentais como Auxílio Brasil, Auxílio Caminhoneiro e Auxílio Taxista. Também alimenta o otimismo o fato de termos inflação em queda, apesar de ainda estar muito elevada. A manutenção dessa tendência de recuperação depende dos direcionamentos e das medidas que serão adotadas pela nova equipe econômica do governo federal.

O mercado aguarda com preocupação a definição dos principais nomes de ministérios estratégicos para a economia. O que se espera é a reafirmação do compromisso com a responsabilidade fiscal atrelado a um plano que mantenha o País nos trilhos da recuperação.