Um novo começo para uma vida nova
Nunca fui muito de acreditar em resoluções de Ano Novo. Mas já na virada de 2015 para 2016, refleti (por mais piegas que soe) sobre a fragilidade da vida e pela primeira vez me preocupei em estar há, no mínimo, sete anos sem fazer um exame de sangue sequer, muito menos outros mais específicos, e de ter engordado 25 quilos ao longo dos últimos quatro anos. Some isso a uma dieta à base de muito fast food, alguns cigarros ao longo da semana e praticamente nenhuma atividade física. Então, no início deste ano, a única resolução que fiz foi reservar um tempo para um check-up completo e voltar a pelo menos caminhar, para recuperar o fôlego. Quando a Prime Assessoria e Mídia entrou em contato perguntando se eu topava fazer parte do desafio Pronto Pra Casar, morreu de colar: minha intuição aguçou e vi a situação como uma proposta única e irrecusável. Afinal, o mínimo que poderia acontecer era perder uns quilos, o que (mais) eu tinha a perder!?
A proposta soou boa desde o primeiro momento: uma preparação para estar em forma e com a saúde em dia para meu casamento, marcado para o fim de agosto deste ano, com acompanhamento total de uma equipe composta por dois cardiologistas e uma endocrinologista da One Clinic e nutricionista e preparador físico da academia Cia. Athletica(falaremos sobre esses espaços mais adiante). Pelos próximos cinco meses, vou dispor de toda a estrutura de ambos locais para avaliar, melhorar e manter não só uma boa aparência mas também a saúde em dia, com (SPOILER ALERT) os níveis de colesterol, triglicerídios e ácido úrico estáveis dentro do aceitável, sem a gordura no fígado (que pode facilmente evoluir para uma cirrose hepática) e sem a ameaça de indícios de pré-diabetes – tudo isso já notado nos primeiros exames realizados. Como o Felipe de Paula frisou na matéria deste último domingo, meu objetivo não é emagrecer tantos quilos para poder ficar bem na foto ou usar um terno mais bonito, mas sim subir os quatro lances de escada que levam à redação do jornal e portal A CRÍTICA sem ter que esperar alguns minutos até recuperar completamente o fôlego antes de poder falar com meus colegas. É poder escolher participar de uma corrida urbana na Ponte Rio Negro por diversão, por exemplo. E claro que minha noiva, a sempre incentivadora Debora Holanda (amiga desde meus 12 anos e minha parceira de vida há 4 anos e meio) deu a maior força, né?
De início, identifiquei a parte mais difícil: levar isso como um estilo de vida daqui em diante. Afinal, não tem como um gordinho de nascença como eu querer permanecer mais magro sem uma dieta equilibrada aliada à exercícios físicos. De nada adiantará eu emagrecer 20, 30, 40 quilos nos próximos cinco meses se voltar ao estilo de vida um tanto quanto arriscado logo em seguida – seria perca de tempo não só da minha parte, mas da parte de todos que estão nesta luta comigo, seja aconselhando ou torcendo. Mas acho que só de ter a essa consciência já estou começando com uma ligeira vantagem, pois sei os riscos das pequenas falhas – afinal, lutei preocupadamente contra a balança desde que me entendo por gente (até ir morar sozinho aos 20 anos e desencanar quanto a isso tudo, o que nos trouxe até aqui). É preciso adaptar a mentalidade para um novo estilo de vida. Mas, para ser completamente honesto, óbvio que os primeiros exames apontaram fatores preocupantes, porém acho que ainda saí um pouco no lucro: não estava tão ruim, à beira da morte, quanto imaginava. Isso dá um gás maior ainda para encarar o desafio!
A ideia com o blog e a coluna, a contrapartida para o desafio proposto, é universalizar os obstáculos e superações que terei ao longo do caminho e disseminar as dicas dos especialistas que estarão nessa comigo, para que sirvam de inspiração para o máximo de pessoas possíveis, a fim de mudar não só a minha vida e as das pessoas ao meu redor mas também fornecer dicas realmente úteis para pessoas comuns, com horários apertados e sempre presas à eterna correria do dia a dia, que pensam em adotar um estilo de vida mais saudável mas não sabem muito bem por onde começar. Estamos nessa juntos! Aqui vai logo a primeira coisa que já aprendi: antes de se jogar de corpo e alma na atividade física, consulte um médico. Seja ortopedista, cardiologista, nutricionista… mas consulte, porque isso pode até mesmo salvar sua vida. Esta deve ser a dica mais dita e também a mais ignorada, mas acredite, faz diferença.
Posso dizer de cara: bastou os primeiros exames na One Clinic, realizados há uma semana e meia, e ter trocado uma ideia com os drs. Tales Esper e Rizzieri Gomes (paulistas radicados há alguns anos em Manaus e à frente desta nova clínica de saúde preventiva, que realizaram comigo uma consulta conjunta, algo inovador e que rendeu um bate-papo bem amplo e importante para este início) para eu começar a adaptar minha mente e rotina para o que virá a partir de agora. Foi uma revolução nos meus hábitos diários nunca antes vistos na história deste país! O café da manhã e o jantar, conforme orientado pela endocrinologista dra. Caroline Coimbra, estou tentando fazer em casa, para controlar mais o que como. Não são todos os dias que consigo, mas mantive uma boa média ao longo das duas últimas semanas. Já troco o pão sempre que possível pelo integral, assim como o arroz. Farofa (meu maior amor gastronômico, ainda mais do Uarini) e refrigerante (um verdadeiro vício) já estão fora do meu cardápio. No almoço – que foi permitido continuar sendo feito em restaurantes self-services, mas com pratos mais coloridos – algo até então inédito: salada. Ok, não é aqueeeeela salada, mas acredito que tomate, palmito, cenoura e de vez em quando um alfacezinho já representem um bom começo. Lembrando que meu "cardápio oficial" e tabela de treinos serão montados em conjunto entre a endocrino e a nutricionista da Cia. Athletica, o que ocorrerá somente nesta próxima quarta-feira, quando retorno na One e encontro os profissionais da Athletica pela primeira vez.
"Saúde não se ganha, se conquista", disse o dr. Rizzieri Gomes. "Existem alguns paradigmas que você vai ter que mudar, alguns hábitos. Tua geladeira precisa ser perfeita, deixa as besteiras para fora de casa. É uma mudança de comportamento e por isso é importante você estar focado, pois é isso que vai fazer a diferença. Ainda mais para você, que tem umas metas audaciosas pela frente", acrescentou, durante nossa primeira consulta.
Mas a ideia é manter a situação a mais realista possível. Mudar os hábitos dentro de um limite aceitável por esse gordinho criado à beira do fogão industrial do restaurante/cozinha da família (capitaneado pela minha vó/mãe, uma chef diplomada de primeira!), até para que eu consiga sobreviver ao desafio e que seja mais fácil de inspirar quem irá me acompanhar.
"Agora pode estar parecendo fácil, mas daqui algumas semanas você vai estar sentindo o cheiro do BigMac no seu quarto", brincou falando sério o dr. Tales Esper. "Então estar preparado psicologicamente é muito importante, estar pronto para o que vai encontrar (ao longo do desafio). O mais dificil na vida de uma pessoa é mudar o hábito de vida, seja alguém habituado a beber, fumar, comer… Se você estiver preparado para essa mudança, o resto vem fácil", completou Esper. Espero estar, né?! Hahaha
Na estreia da coluna de terça-feira no caderno Bem Viver, amanhã, vou resumir um pouco minhas expectativas e esmiuçar como foi a primeira consulta na One Clinic, e na quarta já digo como foi o encontro com os profissionais da Cia Athletica e quais os próximos passos do desafio Pronto Pra Casar. E você, tá pronto para embarcar nessa comigo!? Vamos que vamos! #ProntoPraCasar