Seleção, política e discórdia
O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil),entrou no debate e publicou nas redes sociais: “A camisa do meu time vai ser sempre verde, amarela e azul”. A postagem incendiou os debates.
O lançamento pela Nike da camisa vermelha da Seleção Brasileira de Futebol virou combustível para mais um capítulo da guerra cultural nas redes sociais. A peça, que foge das tradicionais cores verde e amarela, foi rapidamente associada à esquerda política, por lembrar a cor do Partido dos Trabalhadores (PT). O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil),entrou no debate e publicou nas redes sociais: “A camisa do meu time vai ser sempre verde, amarela e azul”. A postagem incendiou os debates.
Mira – Curta e direta, além de crítica, a frase de Wilson Lima está claramente direcionada à base conservadora. O post teve ampla repercussão e reforça como o uniforme da seleção virou trincheira na política local e nacional.
Guerra – Críticos acusam a Nike de “ideologizar” o uniforme da seleção, enquanto defensores apontam que a camisa é uma homenagem à “garra e paixão” da torcida. A CBF e a Nike não mencionam política. O estrago, de todo modo, já foi feito: o futebol, mais uma vez, virou palco de embate ideológico.
Na vitrine 1 – Até dois meses atrás sem conta no Instagram, o advogado e chefe da Casa Civil do governo do Estado, Flávio Antony, decidiu sair dos bastidores e se posicionar na vitrine, via rede social, exibindo agendas institucionais e encontros com advogados.
Na vitrine 2 – Entre as 49 postagens, há um #tbt que registra foto ao lado do ministro do STJ, Mauro Campbell, e do presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, além de vídeo de sua participação em fórum internacional realizado em Roma, onde aparece falando em inglês (fluente).
Pergunta – Em uma caixinha de perguntas em rede social, um internauta indagou o petista e ex-deputado federal Marcelo Ramos: “E a reforma ministerial? Queria ter ver ministro”.
Resposta – Ramos respondeu: “O cenário acabou ficando muito conturbado com os partidos da base (União e PDT). Acho que o presidente vai esperar a poeira baixar”.
Estratégia – O deputado federal Alberto Neto anunciou, ontem, que o PL voltou a acionar o mecanismo da obstrução, nas comissões e no plenário, para forçar a votação da anistia aos condenados no 8 de janeiro.
Treino – Em iniciativa conjunta com o Setor de Perícias e Crimes Ambientais (SPCA), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) capacitou, nesta terça-feira (29), policiais civis para uso de plataformas digitais no apoio às investigações sobre ilícitos ambientais.
Controle – A formação técnica abordou o funcionamento do Geoportal, incluindo o sistema WebGIS e o Licenciamento Ambiental Digital (LG), ferramentas utilizadas em laudos periciais sobre desmatamento, queimadas e invasões de áreas protegidas. Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a iniciativa fortalece a integração entre os órgãos de controle ambiental e segurança pública.
Sacramentada – Lançada ontem, a Federação União Progressista, aliança entre União Brasil e Partido Progressista, já nasce como a maior estrutura partidária do país. No AM, a federação será liderada pelo governador Wilson Lima, reunindo 25 prefeitos, 13 vice-prefeitos e 199 vereadores, sendo 8 deles em Manaus — o que garante