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A Crítica
Opinião

Ação necessária e urgente contra desastres

Diante de eventos climáticos cada vez mais severos, é essencial que o poder público abandone a postura reativa e adote planejamento estratégico para fazer frente aos desafios de hoje. Isso é fato em Minas, em Manaus e em todo lugar.

Publicado em 27/02/2026 às 08h52
Ação necessária e urgente contra desastres
Foto: Agência Brasil

A tragédia causada pelas chuvas em Minas Gerais serve como um alerta crítico sobre a urgência de investimentos em prevenção e adaptação às mudanças climáticas. Especialistas apontam que, embora os fenômenos meteorológicos sejam o estopim, a dimensão das catástrofes é amplificada por falhas estruturais e pela negligência na gestão de riscos. Diante de eventos climáticos cada vez mais severos, é essencial que o poder público abandone a postura reativa e adote planejamento estratégico para fazer frente aos desafios de hoje. Isso é fato em Minas, em Manaus e em todo lugar. Esperar a tragédia acontecer para só então aplicar recursos na tentativa de remediar a situação nunca será a melhor atitude.

É precisa encarar que é fundamental retirar as pessoas que moram em encostas, no fundo de vales, na beira e até sobre igarapés. E não basta remover essas famílias para abrigos temporários; elas devem ser retiradas permanentemente das áreas de risco. Em ato contínuo, o poder público precisa tomar providências para impedir que tais locais voltem a ser ocupados, caso contrário, estará apenas “enxugando gelo”.

O desafio é gigantesco e só será superado com pesados investimentos em projetos estratégicos de médio e longo prazo, que contemplem ações como construção de moradias populares em locais seguros, remoção de muitas famílias, indenizações, impedimento de novas ocupações em áreas de risco, instalação de infraestrutura para o adequado escoamento de águas pluviais, só para citar algumas. Não é algo que possa ser feito da noite para o dia, mas medidas emergenciais precisam ser postas em prática o quanto antes. Em Manaus, a recente instalação de um sistema de alerta que avisa os cidadãos por meio de mensagens nos smartphones tem seu valor, mas ainda é pouco.

O planejamento visando a mitigação de desastres naturais – sobretudo os que são absolutamente previsíveis, como o é o caso dos provocados pelas chuvas – já deveria fazer parte do programa de ações dos governos estaduais e prefeituras, com recursos carimbados para esta finalidade. Em vez disso, muitas administrações preferem negar a crise climática, perdendo um tempo precioso.