O GRANDE NEGÓCIO DE SUCESSO DO CARNAVAL BRASILEIRO
A festa carnavalesca é um dos maiores empreendimentos cultural-artístico, social e econômico do Brasil
O Carnaval é um dos maiores empreendimentos do Brasil. Fez longa caminhada até alcançar o estágio atual, sem ignorar as batalhas travadas nesse percurso e mantidas até hoje nos vários campos de poder que tentam se apropriar e provocam tensionamentos na grande festa popular.
Em criatividade, empoderamento cultural-artístico, na pesquisa e na alegria de viver, o Carnaval é uma das mais valiosas expressões do País. Na economia, projeções de institutos e de federações do setor comercial apontam que serão injetados na economia nacional, durante o período carnavalesco, R$ 18,6 bilhões, o que representa aumento de 10% na comparação com o Carnaval de 2025.
No Amazonas, a projeção é de R$ 250 milhões na economia estadual no geral e, no item carnaval de rua, R$ 150 milhões. A maior parte desses recursos se concentra na capital, Manaus, onde estão a maioria das escolas de samba, os blocos e as bandas que somam 300 agremiações.
Setores de hotelaria, gastronomia, bebidas, vestuário e de acessórios fazem, este ano, festa particular com sinal verde e elevado índice de fechamento de encomendas entre 70% a 96% de acordo com os próprios representantes dessas áreas. Fora das projeções oficiais, as festas familiares e de amigos também impulsiona a economia local pelo mesmo caminho, aciona trabalhadores que produzem abadás, fazem ornamentações, o comércio de acessórios, vizinhas e ou parentes cozinheiras numa roda grande para a brincadeira acontecer.
Noutro campo, o Carnaval convoca as instituições e os organismos de representação profissional. A violência, o assédio a mulheres, a adolescentes e crianças cada vez mais estão sendo confrontados. Uma cadeia de profissionais está na rua, nos locais das brincadeiras e estará nas grandes festas – desfiles das escolas de samba, dos blocos e nos bailes – para assegurar que todas as pessoas, diferentes idades, possa, possam brincar e não serem importunadas, agredidas.
A tecnologia é aliada. Equipamentos estão sendo utilizados e outros testados a fim de que o Brasil possa ter um Carnaval de alegria e não de agressões, de violações. Em São Paulo, a Comissão da Mulher da OAB-SP mobilizou 300 advogadas para atuarem junto aos públicos e brincantes contra o assédio. Na área da saúde, milhares de profissionais atuam a fim de alertar e prevenir foliões sobre a importância da alimentação e da água nesses dias de intensas brincadeiras. Assim, o Carnaval faz bem.