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A Crítica
Política

Desaprovação a Donald Trump atinge recorde de 65% nos EUA

Pesquisa Reuters/Ipsos aponta alta rejeição impulsionada por guerra no Irã e aumento no preço dos combustíveis

Publicado em 26/08/2026 às 20h10
Desaprovação a Donald Trump atinge recorde de 65% nos EUA
Foto: Reprodução

A desaprovação ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu 65%, segundo pesquisa realizada pelo instituto Ipsos em parceria com a agência Reuters. O índice representa um novo recorde negativo para a atual gestão do republicano, enquanto a aprovação popular ficou estagnada em 33%, a menor marca desde o início do mandato.

O levantamento ouviu 1.215 adultos norte-americanos entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro estimada é de três pontos percentuais. Em comparação ao mês anterior, a taxa de desaprovação subiu quatro pontos percentuais em relação aos 61% registrados previamente. No início do governo, em janeiro de 2025, o índice de rejeição era de 41%, indicando um aumento acumulado de 24 pontos percentuais.

Impactos do conflito no Irã e alta de preços

A avaliação negativa reflete o desgaste provocado pela operação militar dos Estados Unidos no Irã e os reflexos econômicos diretos no custo de vida da população. A aprovação à ação bélica recuou de 37% em março para 31% em agosto. Mesmo entre os eleitores registrados no Partido Republicano, a sustentação ao conflito caiu de 77% para 69% no mesmo período.

O cenário econômico também pressiona a percepção pública. O galão de gasolina, que custava menos de US$ 2,90 antes do início da ofensiva militar, superou a cotação de US$ 4,10. Paralelamente, o índice oficial de inflação nos Estados Unidos avançou de 2,4% em fevereiro para 3,4% em agosto, pressionado também pela imposição de tarifas sobre parceiros comerciais.

O desempenho de Trump é inferior ao registrado por antecessores — incluindo Joe Biden, Barack Obama e George W. Bush — a dois meses das eleições legislativas de meio de mandato, momento em que o eleitorado americano renovará toda a Câmara dos Deputados e um terço do Senado.