Procurado por homicídios em Manaus e no Pará é preso em garagem de ônibus
José não ofereceu resistência durante a abordagem. Ele era mecânico da Expresso Coroado e apresentou documentos falsos para contratação
O foragido da justiça, José Pereira de Souza, 42, foi preso na manhã desta quarta-feira (19), por policiais da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP). O homem tinha dois mandados de prisão em aberto por tentativas de homicídios em Manaus e em Santarém no Pará.
A prisão foi feita por equipes da Secretaria Executiva-Adjunta de Operações Integradas (Seaop), após denúncias ao 181, Disque-Denúncia da SSP-AM, na Rua Raimundo Assunção Borges, bairro Petrópolis, zona sul da capital. José não ofereceu resistência durante abordagem, mas apresentou documentos falsos aos policiais.
Ele é suspeito de ser o mandante de uma tentativa de homicídio ocorrida em Manaus, no ano de 2009, por conta de uma dívida no valor de R$ 13 mil. Após ter a prisão decretada, ele fugiu para o Estado vizinho.
No Pará, José foi indiciado pelo homicídio da ex-namorada em 2011, na cidade de Santarém, porém fugiu antes de ser preso. Cristiane França Gomes era dançarina de uma banda e foi morta com três facadas. Na época, ela tinha 21 anos.
De acordo com o secretário executivo-adjunto de Operações Integradas, Orlando Amaral, após o crime no Pará, ele fugiu novamente para Manaus, e passou a usar documentos falsos. “Logo após a tentativa de homicídio em Manaus, ele fugiu para Santarém, onde cometeu um homicídio por conta de ciúmes da ex-namorada. Retornou a Manaus com documentos falsos e já trabalhava numa empresa há três anos com o nome de Josué Ferreira de Sousa” disse.
José foi levado ao 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para procedimentos de flagrantes por uso de documentos falsos e depois será encaminhado ao Sistema Prisional no Estado do Pará.
A assessoria de comunicação do Sindicato de Empresas e Transporte de Passageiros do Estado do Amazona (Sinetram) informou que José era mecânico da empresa de transporte público Expresso Coroado. O órgão informou que o homem apresentou documentação falsa para conseguir ser contratado.